| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 504.8 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Partindo de investigação recente, desenvolvida em Portugal, sobre práticas e
representações associadas à macrobiótica, explorarei aspetos que se prendem com o modo
como práticas marginais em termos alimentares têm contribuído para a transformação do
espaço alimentar. Assim, adotando uma perspetiva diacrónica relativamente ao processo de
divulgação e de apropriação da macrobiótica nos EUA e na Europa, procurarei demonstrar de
que forma uma ideologia alimentar específica contribuiu para a modificação de hábitos
alimentares e influenciou a indústria alimentar. Esta transformação será evidenciada a partir
da análise do consumo de produtos derivados de soja, um consumo que tem vindo a ocupar
um lugar cada vez mais relevante nas sociedades euro-americanas. Na verdade, e no contexto
social referido, de um consumo humano absolutamente residual destes alimentos, ter-se-á
passado para uma cada vez maior visibilidade destes produtos na indústria alimentar. O que
interessará destacar será pois o processo através do qual alimentos que no Ocidente eram
irrelevantes do ponto de vista cultural e simbólico vão adquirindo novos significados e vão
ganhando densidade do ponto de vista simbólico. Tratar-se- de observar como um produto
distante de certas culturas alimentares, passa a ser reconhecido e qualificado num processo de
globalização que não é necessariamente o da globalização hegemónica.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Calado, V. (2014). Margens que alimentam o centro: macrobiótica e globalização de produtos alimentares. Periferias,Fronteras Y Diálogos - Actas do XIII Congresso de Antropologia da FAAEE (pp. 1850-1858). Tarragona: Universitat Rovira i Virgili
