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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Ficou-me sempre na memória a história das rochas da
montanha Siddaw, descrita por Doreen Massey (2005). Ela
traça a trajetória dos movimentos de Siddaw, que se terá formado
no hemisfério sul, e que pelos movimentos dos continentes
se deslocou até ao noroeste da Inglaterra durante
milhões de anos, onde foi moldada pela ação de glaciares.
A história destas rochas migrantes é usada por Massey para
demonstrar a instabilidade de qualquer espaço, mesmo
aqueles que consideramos intemporais, e para argumentar
que os lugares não são meros pontos ou áreas em mapas,
mas integrações de espaços e tempo. As rochas migrantes
de Massey substanciam os argumentos da cartografia crítica
de Harley (1989), que se dedicou a desvendar a relação
histórica entre a produção de mapas e as estratégicas políticas
nacionais e imperiais, contrariando assim a ideia de que
o mapa é um meio objetivo de representar o mundo. Tanto
o mapa como o mundo que ele pretende representar são
dois processos contínuos, duas performances.[...]
Descrição
Palavras-chave
Mapeamento de sons Georeferenciação Mapa sonoro
Contexto Educativo
Citação
Paiva, D. (2019). Mapeando sonoridades. In: E. Brito-Henriques, C. Cavaco, & M. Labastida (ed.). Ruínas e Terrenos Vagos: explorações, reflexões e especulações (pp. 49-50). Centro de Estudos Geográficos. ISBN: 978-972-636-281-4
Editora
Universidade de Lisboa, Centro de Estudos Geográficos
