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Resumo(s)
Entre os vários momentos matriciais do cristianismo, conta-se aquele em que Paulo de Tarso, dirigindo-se aos atenienses no Areópago (Acts 17.22), lhes anuncia um Deus que não habita em santuários e que afinal, sem que o soubessem, eles já adoravam. Tudo nesta imagem é improvável – um judeu (educado nos princípios do farisaísmo) anunciando no coração da própria civilização helénica a salvação universal por intermédio da Cruz – mas é talvez essa improbabilidade que, justificando a vitalidade do cristianismo primitivo, permite analisar a ruptura que a sua mensagem, promovendo, sagazmente acolhia: nem o discurso filosófico pagão nem a herança judaica alguma vez abandonaram o cristianismo. É deste momento matricial que Jesús María Nieto Ibañez, Catedrático de Filologia Grega na Universidade de León, parte para a sua Historia Antigua del Cristianismo, contribuindo para desfazer um equívoco em que as nossas Letras frequentemente incorrem.
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Palavras-chave
Contexto Educativo
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Editora
Brepols Publishers; Centro de Estudos Clássicos da Universidade de Lisboa
