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Orientador(es)
Resumo(s)
Kevin Lynch referiu-se à cidade como uma obra de arte
temporal, ou seja, moldada pelo tempo. Leonardo Benevolo definiu a cidade em dois sentidos, o primeiro indicando a organização concentrada e integrada da vida humana, e o segundo denotando-a como um cenário físico da
sociedade, que subsiste para lá dessa sociedade. Entre um
e outro, Aldo Rossi acrescentou a definição existencial de
“coisa humana” e defendeu que a cidade reforça a sua representação na “real transformação da natureza”. É nesta
perspetiva, comum aos três autores – de que a cidade assenta a sua génese nas diversas camadas temporais que
se vão acrescentando –, que pretendemos fazer esta reflexão. Analisando a cidade contemporânea, defendemos
que existem, dentro dos nossos espaços urbanos, duas
cidades que colidem e só tangencialmente se tocam: a
primeira designámos ‘cidade representativa’ e a segunda
‘cidade quotidiana’. O espaço urbano compreensivo, como
intermediário conceptual das diferentes dimensões da
cidade apresenta-se como a matriz de investigação das
diferentes visões urbanas permitindo-se tornar uma ferramenta no âmbito disciplinar da arquitetura e do urbanismo contemporâneo.
Descrição
Palavras-chave
Cidade; Quotidiano; Representação Urbana; Espaço Compreensivo.
