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A M.P. e o liceu : lá vamos nós contando...(1936-1974)

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Resumo(s)

O presente trabalho aborda as inter-relações que se desenvolveram entre duas organizações que, no quadro da política educativa do Estado Novo, desempenharam um papel charneira na formação do jovem português no período entendido entre 1936 e 1974 - a Mocidade Portuguesa e o Liceu. Criada, em 1936, e englobada num movimento mais vasto, de âmbito transnacional de organizações juvenis, a Mocidade Portuguesa apresentar-se-á, à sociedade portuguesa, não como alternativa, mas essencialmente como complemento educativo da instituição que tradicionalmente desempenhava tal tarefa - o Liceu. Uma complementaridade que encontrava justificação na eventual impossibilidade de o Liceu poder cabalmente desempenhar a sua função nas diversas vertentes educacionais pois, ao privilegiar a cambiante instrutiva, forçosamente haveria de descurar a moral e a física. Assim este não possibilitaria, ao jovem português, a formação integral, condição necessária à construção do cidadão-modelo desejado pelos responsáveis do Estado Novo. Tendo eleito como espaço de acção preferencial o Liceu, a Mocidade Portuguesa irá aí procurar desenvolver um conjunto de actividades e exercer um sem número de influências que, encontrando representação quer nas disciplinas de âmbito curricular onde a componente educativa era potencialmente maior (Educação Física, Canto Coral...) quer no extracurricular (enquanto espaço socializador não contemplado nas actividades tradicionais) provocarão, no seio da instituição liceal, numerosas reacções que, ao oscilar entre a aceitação completa e a recusa absoluta, contribuirão para o (re)desenhar da instituição liceal nas décadas de 30-70.
Ce travail est une approche des relations développées entre deux organisations qui ont joué un rôle primordial dans la formation des jeunes portugais sous I' "Estado Novo", entre 1936 et 1974: la "Mocidade Portuguesa" et le Lycée. Créée en 1936 et englobée dans un plus vaste mouvement trans frontières d'organisations juvéniles, la MP ne se présentera pas, à la société portugaise, comme une alternative mais surtout comme un complément éducatif de l'Institution qui traditionnellement jouait ce rôle: le Lycée. Cette complémentarité trouvait sa justification dans l' impossibilité qu'avait le Lycée d'accomplir sa fonction dans les différents aspects éducatifs. En privilégiant l' instruction il fallait inévitablement négliger l'éducation morale et physique. Le lycée ne donnerait donc pas à la jeunesse portugaise une formation complète, condition indispensable à la "construction" du Citoyen-Modèle souhaité par les responsables de l' "Estado Novo". En choisissant le lycée comme terrain préférentiel la MP cherchera à y exercer de nombreuses influences. Exercées dans des disciplines du cursus scolaires où la composante éducative avait un plus grand potentiel - éducation physique; chant choral...-ou dans des disciplines extra-scolaires (comme espace socialisant hors des activités traditionnelles), les influences provoqueront de nombreuses réactions au sein de l' institution qu'est le Lycée, oscillant entre la totale acceptation ou le refus le plus absolu et contribueront ainsi à re-dessiner cette institution pendant les décades des années 30 à 70.

Descrição

Tese de mestrado em Ciências da Educação (História da Educação/Educação Comparada), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1998

Palavras-chave

Teses de mestrado - 1998 Educação - História Política educativa Estado Novo Organizações da juventude Educação cívica

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