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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho insere-se na problemática da formação de alunos e constitui
sobretudo uma ocasião para explorar um domínio de investigação completamente
inexplorado em Portugal, o da atitude científica no ensino da enfermagem.
A escolha de um domínio de estudo, a delimitação do seu objecto, a elaboração dos
seus instrumentos conceptuais e de pesquisa, trazem sempre a marca do "vivido" daquele
que escolhe (FERRY e outro, 1984).
Este trabalho nasceu no terreno da nossa prática, como professora na Escola Superior
de Enfermagem de Santarém, onde a nossa já longa experiência de trabalho nos levou a
vivenciar algumas reformas curriculares. Assim colaborámos na implementação da reforma
curricular de 1965, na operacionalização da reforma curricular de 1976 e na elaboração da
reforma curricular de 1990.
Acreditávamos que no seio de cada reforma existia a intenção de oferecer aos alunos
melhores oportunidades de formação no sentido de os tomar mais capazes de responder
aos desafios do exercício profissional.
Em cada reforma era sentido um interesse, dirigido ao conhecimento do que
efectivamente se passava ao nível da formação. Foi contudo a abordagem da Investigação
Educacional I, sob a orientação do Professor Doutor Mialaret, que lançou novas achas no
interesse até então latente.
Sabemos que o ensino de enfermagem é reconhecido pelo decreto-lei n°480/80, como "ajustado aos padrões nacionais, nomeadamente dos países europeus". Norteado pela
busca permanente da melhoria dos cuidados de saúde, procura formar enfermeiros capazes
de integrados numa equipa multidisciplinar, planear, executar e avaliar "cuidados de
enfermagem ao indivíduo" são ou doente, à família e à comunidade.
Neste pano de fundo, era de esperar que os recém-formados, bacharéis em
enfermagem, estivessem preparados para actuarem na realidade dos serviços e
conjuntamente com outros profissionais estivessem empenhados na qualidade global da
assistência.
A experiência, porém, mostra que a prestação de Cuidados é vincadamente marcada
pela execução de tarefas rotinizadas, arreigadas ao tradicional. Os profissionais referem
por seu turno que os recém-formados têm cada vez mais dificuldade em responder aos
desafios científicos, humanos e técnicos que o exercício profissional impõe.
Por sua vez, nós próprios encontramos, amiudadas vezes, recém-formados que se
mostram desencantados com o quotidiano da sua realidade prática e nos manifestam
necessidade de procurar realização pessoal e profissional noutros rumos.
Assim sendo, parece haver discrepância entre o que a formação e o exercício
profissional pretendem.
Sabemos que as exigências sociais de complexidade crescente requerem
aprendizagens que possibilitem a compreensão permanente de novos contextos,
antecipação de soluções para novos problemas e dotem de significado os vários estímulos
que a ciência e a técnica vão criando.
Por isso, mais do que respostas concretas que rapidamente se tomam caducas e
inúteis, é interessante ensinar a aprender a predisposição para responder a contextos
mutáveis, que o mesmo será dizer, mais do que aprendizagens de condutas é conveniente a aprendizagem de atitudes. (...)
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação - área de Especialização: Análise e Organização do Ensino apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, 1995
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1995 Educação - Investigação Metodologia da investigação Atitude científica Ensino de enfermagem
