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Orientador(es)
Resumo(s)
O mito de Medeia é talvez um dos mais célebres da Antiguidade Clássica. A feiticeira neta do Sol, sobrinha de Circe e que ousa matar os próprios filhos é uma das personagens mais terrivelmente fascinantes da mitologia greco-latina, por despertar sentimentos contraditórios e profundamente cruéis, que inspiraram incontáveis artistas.
Do tratamento que esse mito recebeu na tradição latina, avulta a 'Medeia' de Séneca, advogado, escritor, mas sobretudo filósofo, estóico. Tendo composto uma vastíssima obra de conteúdo moral, Séneca terá visto no género trágico um meio mais acessível para expressar a sua preocupação com o bem moral.
São propósitos da nossa comunicação dar conta do retrato que, à luz da doutrina estóica, Séneca faz de Medeia, de modo a, partindo dele, mostrarmos como esse retrato é negativo, porque a distancia das outras mulheres e das atitudes que de uma mulher então se esperavam; acompanhar a evolução do comportamento de Medeia ao longo da peça, a fim de ressaltar o que ele traduz de dúvida e contradição num espírito em evidente desvario; prestar particular atenção ao final da peça, em que, levando a cabo o inconcebível, Medeia se transmuta de mãe em monstro, legando para a posteridade a atrocidade a que sempre estará associada.
Descrição
Palavras-chave
Séneca, 0004 a.C.-0065 Estoicismo Paixões Tragédias Medeia (Mitologia grega)
Contexto Educativo
Citação
DUARTE, Ricardo, “O horror da vingança na Medeia de Séneca”, in Cristina Santos Pinheiro, Anne Martina Emonts et al. (org.), Mulheres : feminino, plural : Colóquio Internacional «A mulher em debate: passado-presente», 2013, pp. 73-81.
