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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
In the chaotic and war-ridden age of the twentieth century, which paradoxically witnessed a
thriving development in world literature, Thomas Mann and Yukio Mishima stood out as two
outstanding and representative authors from the Western and Eastern literary realms,
respectively. Their works particularly expressed the national spirits of Germany and Japan.
Despite their dissimilar cultural backgrounds, Mishima repeatedly acknowledged the
influence of Mann, whom he respected highly as “ideal of literature”. This acknowledgment
provides a considerable basis for a comparative assessment of these two writers in this
research. The research attempts to analyze the parallels and differences in the integration of
Eastern and Western aesthetics and philosophical influences in Mishima and Mann’s
aesthetics views. Based on the literary works of both authors, this study explores how they
articulated the relationship between artists and beauty under the interplay of rationality and
emotion, primarily employing Nietzsche’s philosophical ideas and Plato’s aesthetic concepts.
At present, there is a conspicuous deficit in worldwide scholarly research in comparative
studies of Mishima and Mann, particularly in the context of their cultural and aesthetic
ideologies. This paper’s research significance lies in bridging this gap; its purpose is to
examine the similarities in their focus on aesthetics, while acknowledging the differences in
the underlying thoughts they wished to express, arising from their distinct cultural
backgrounds and national perspectives. Through this study, I explore how Mishima’s
Forbidden Colors and The Temple of the Golden Pavilion contrast with Thomas Mann’s
Death in Venice, particularly in their treatment of beauty, morality, and the artist’s societal
role. My comparative analysis reveals that while both authors grapple with the tension
between aesthetic pursuit and ethical responsibility, their approaches are shaped by their
respective cultural and philosophical contexts. Mann’s work underscores the tragic
consequences of unrestrained desire, whereas Mishima’s novels reflect a more complex
relationship between beauty and destruction.
Na era caótica e marcada por guerras do século XX, que paradoxalmente testemunhou um florescimento no desenvolvimento da literatura mundial, Thomas Mann e Yukio Mishima destacaram-se como dois autores excecionais e representativos dos mundos literários ocidental e oriental, respetivamente. As suas obras expressaram particularmente os espíritos nacionais da Alemanha e do Japão. Apesar das suas diferentes origens culturais, Mishima reconheceu repetidamente a influência de Mann, a quem respeitava profundamente como um “ideal de literatura”. Esse reconhecimento fornece uma base considerável para uma avaliação comparativa destes dois escritores nesta investigação. Nesta investigação, procuro analisar os paralelismos e as diferenças na integração das influências estéticas e filosóficas orientais e ocidentais nas visões estéticas de Mishima e Mann. Com base nas obras literárias de ambos os autores, exploro como articularam a relação entre os artistas e a beleza sob a interação entre racionalidade e emoção, recorrendo principalmente às ideias filosóficas de Nietzsche e aos conceitos estéticos de Platão. Atualmente, há um défice notório de investigações académicas comparativas entre Mishima e Mann no contexto das suas ideologias culturais e estéticas. A relevância deste trabalho reside em colmatar esta lacuna. O meu propósito é examinar as semelhanças no foco estético de ambos, bem como reconhecer as diferenças nos pensamentos subjacentes que pretendiam expressar, resultantes das suas distintas origens culturais e perspetivas nacionais. Através deste estudo, exploro como Cores Proibidas e O Pavilhão Dourado de Mishima contrastam com A Morte em Veneza de Thomas Mann, particularmente no tratamento da beleza, moralidade e o papel do artista na sociedade. A minha análise comparativa revela que, enquanto ambos os autores lidam com a tensão entre a busca estética e a responsabilidade ética, as suas abordagens são moldadas pelos respetivos contextos culturais e filosóficos. A obra de Mann sublinha as consequências trágicas do desejo desmedido, enquanto os romances de Mishima refletem uma relação mais complexa entre a beleza e a destruição.
Na era caótica e marcada por guerras do século XX, que paradoxalmente testemunhou um florescimento no desenvolvimento da literatura mundial, Thomas Mann e Yukio Mishima destacaram-se como dois autores excecionais e representativos dos mundos literários ocidental e oriental, respetivamente. As suas obras expressaram particularmente os espíritos nacionais da Alemanha e do Japão. Apesar das suas diferentes origens culturais, Mishima reconheceu repetidamente a influência de Mann, a quem respeitava profundamente como um “ideal de literatura”. Esse reconhecimento fornece uma base considerável para uma avaliação comparativa destes dois escritores nesta investigação. Nesta investigação, procuro analisar os paralelismos e as diferenças na integração das influências estéticas e filosóficas orientais e ocidentais nas visões estéticas de Mishima e Mann. Com base nas obras literárias de ambos os autores, exploro como articularam a relação entre os artistas e a beleza sob a interação entre racionalidade e emoção, recorrendo principalmente às ideias filosóficas de Nietzsche e aos conceitos estéticos de Platão. Atualmente, há um défice notório de investigações académicas comparativas entre Mishima e Mann no contexto das suas ideologias culturais e estéticas. A relevância deste trabalho reside em colmatar esta lacuna. O meu propósito é examinar as semelhanças no foco estético de ambos, bem como reconhecer as diferenças nos pensamentos subjacentes que pretendiam expressar, resultantes das suas distintas origens culturais e perspetivas nacionais. Através deste estudo, exploro como Cores Proibidas e O Pavilhão Dourado de Mishima contrastam com A Morte em Veneza de Thomas Mann, particularmente no tratamento da beleza, moralidade e o papel do artista na sociedade. A minha análise comparativa revela que, enquanto ambos os autores lidam com a tensão entre a busca estética e a responsabilidade ética, as suas abordagens são moldadas pelos respetivos contextos culturais e filosóficos. A obra de Mann sublinha as consequências trágicas do desejo desmedido, enquanto os romances de Mishima refletem uma relação mais complexa entre a beleza e a destruição.
