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Orientador(es)
Resumo(s)
O presente estudo incide sobre a aprendizagem da Geometria em contexto escolar,
onde os alunos trabalham com um ambiente dinâmico de geometria dinâmica (ADGD), nas
aulas de Matemática. Tem como preocupação compreender a actividade matemática dos
alunos na sala de aula, quando é mediada por ambientes dinâmicos de geometria dinâmica e o
significado dessa actividade na tomada de consciência geométrica. Para tal, procura-se
compreender e relacionar: i) o que ocorre nas interacções entre os alunos, com vista à
construção, partilha e negociação de significados geométricos; ii) as potencialidades de um
ambiente dinâmico de geometria dinâmica como mediador para a aprendizagem geométrica
dos alunos; iii) a tomada de consciência geométrica na actividade dos pontos i) e ii).
Tendo por base o campo teórico da teoria da actividade e como unidade de análise "os
alunos em actividade", adoptou-se como metodologia de investigação uma abordagem
qualitativa, num paradigma interpretativo. Assumindo um papel de observadora participante,
foram recolhidos dados num núcleo de alunos em actividade do 8° ano (em 3 sessões) e
noutro núcleo de alunos do 9° ano (em 4 sessões), pertencentes a duas escolares diferentes de
Lisboa, através de observação directa, registos de vídeo e entrevistas semi-estruturadas.
Foram utilizados também os documentos produzidos pelos alunos e o historial das suas
construções.
Como principais conclusões do estudo são apontadas as seguintes: i) o ADGD é uma
janela para a aprendizagem, dado que quando os alunos usam o ADGD para pensar em
objectos e propriedades geométricas e para trabalhar em Geometria, a sua actividade é
mediada de forma particular por essa ferramenta, sendo o ADGD um meio facilitador, muito
importante no desenvolvimento da actividade, na medida em que dá poder no processo de
transformação dos objectos; ii) na resolução de problemas de Geometria com ADGD, os
alunos movem-se entre dois pólos - o mundo dos objectos teóricos e o espaço gráfico dos
ADGD - numa sequência de idas e voltas, desde a percepção natural das construções, até à
pesquisa de relações e realização de inferências, passando por manipulações, explorações
dinâmicas, relacionando elementos, conhecimentos e linguagens; iii) os ADGD podem ser
mal potencializados se as propostas pedagógicas não forem adequadas ao nível de
conhecimentos dos alunos e não os estimularem a construir, explorar e investigar relações
geométricas, tendo o professor um papel importante para tomar efectiva a aprendizagem com
os ADGD; iv) a construção de significados é feita na actividade, crescendo na forma como os
alunos agem uns com os outros, com os professores, com os ADGD e com as tarefas
propostas; v) a tomada de consciência geométrica está relacionada com os recursos cognitivos
à disposição dos alunos, como os ADGD, os professores e outros alunos que com eles estejam
em interacção; vi) a elaboração de relatórios sobre as acções e conclusões acerca das relações
e propriedades geométricas constitui um elemento importante na tomada de consciência
geométrica dos alunos; vii) a aprendizagem constrói-se nas interacções sociais que ocorrem
no seio do sistema de actividade dos grupos de alunos, onde o saber reside, é partilhado e
transformado.
Descrição
Tese de mestrado em Educação (Didáctica da Matemática), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Ciências, 2000
Palavras-chave
Matemática - Estudo e ensino Aprendizagem activa Geometria dinâmica Tomada de consciência Teses de mestrado - 2000
