| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 93.49 KB | Adobe PDF |
Autores
Carneiro, António Vaz
Orientador(es)
Resumo(s)
The concept of drug class effect is profoundly rooted in clinical practice. The use of drugs seen as similar in their clinical effects – and therefore interchangeable – is very frequent: two examples of this are the use of beta-blockers in arterial hypertension and angiotensin-converting enzyme (ACE) inhibitors in congestive heart failure. The definition of drug class effect is based on three concepts: a similar chemical structure (for example, the dihydropyridine ring of some calcium channel blockers), a similar mechanism of action (beta-blockers
block adrenoreceptors), or similar pharmacological effects (antihypertensives, antianginals, etc.). In this article we will describe the type of evidence that a cardiologist can use in order to select a specific drug (from within a
class). It constitutes a clinical approach, different from the one that might be used by a third party payer (more interested in costeffectiveness issues) or the pharmaceutical industry (more interested in promoting sales).
As usual, the recommendations are based on the strength of scientific evidence.
O conceito de «efeito de classe» de medicamentos está profundamente enraizado na prática clínica. A utilização de drogas julgadas similares na sua acção – e portanto substituíveis – é muito frequente: são exemplos desta realidade terapêutica a utilização de beta-bloqueantes como antihipertensivos, ou de inibidores da enzima de conversão (IECA) na insuficiência cardíaca congestiva. No entanto, a definição de classe medicamentosa passa pela existência de três conceitos fundamentais: uma estrutura química semelhante (por exemplo, o anel dihidropiridina em certos bloqueadores dos canais de cálcio), um mecanismo de acção semelhante (os beta-bloqueantes bloqueiam os receptores adrenérgicos) ou um efeito farmacológico semelhante (antihipertensores, antianginosos, etc.). Neste artigo serão descritos os tipos de evidência em que o cardiologista se pode basear para seleccionar um fármaco específico (dentre vários da mesma classe). Trata-se portanto de uma abordagem exclusivamente clínica, diferente das que seriam necessárias na selecção de medicamentos por exemplo por uma entidade pagadora (mais interessada em questões de custo-eficácia) ou pela própria indústria farmacêutica (mais interessada em que o medicamento que manufactura seja o mais prescrito possível). Como habitualmente, as recomendações serão baseadas em evidências científicas, cuja hierarquização de importância será detalhadamente apresentada.
O conceito de «efeito de classe» de medicamentos está profundamente enraizado na prática clínica. A utilização de drogas julgadas similares na sua acção – e portanto substituíveis – é muito frequente: são exemplos desta realidade terapêutica a utilização de beta-bloqueantes como antihipertensivos, ou de inibidores da enzima de conversão (IECA) na insuficiência cardíaca congestiva. No entanto, a definição de classe medicamentosa passa pela existência de três conceitos fundamentais: uma estrutura química semelhante (por exemplo, o anel dihidropiridina em certos bloqueadores dos canais de cálcio), um mecanismo de acção semelhante (os beta-bloqueantes bloqueiam os receptores adrenérgicos) ou um efeito farmacológico semelhante (antihipertensores, antianginosos, etc.). Neste artigo serão descritos os tipos de evidência em que o cardiologista se pode basear para seleccionar um fármaco específico (dentre vários da mesma classe). Trata-se portanto de uma abordagem exclusivamente clínica, diferente das que seriam necessárias na selecção de medicamentos por exemplo por uma entidade pagadora (mais interessada em questões de custo-eficácia) ou pela própria indústria farmacêutica (mais interessada em que o medicamento que manufactura seja o mais prescrito possível). Como habitualmente, as recomendações serão baseadas em evidências científicas, cuja hierarquização de importância será detalhadamente apresentada.
Descrição
Palavras-chave
Drug class effect Levels of evidence Iatrogenic complications Evidence-based cardiology
Contexto Educativo
Citação
Rev Port Cardiol 2002;21 (9):1031-1042
