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Identificação de fatores associados à mudança na adesão à terapêutica anti-hipertensora

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Resumo(s)

A Hipertensão arterial (HTA) é uma doença crónica que atinge mais de 50% da população portuguesa acima dos 45 anos. O não controlo da HTA está fortemente ligado ao acidente vascular cerebral e ao enfarte agudo do miocárdio, as principais causas de morte em Portugal. A não adesão ao tratamento anti-hipertensivo é um problema significativo e pode causar impacto nos seus resultados. Apesar de as doenças cardiovasculares serem a maior causa de morte em Portugal, 60-80% dos hipertensos medicados não alcançam a pressão normal. A não adesão e a inércia terapêutica são apontadas como os dois determinantes major do não controlo da HTA e estão relacionados com fatores culturais e socioeconómicos. A prevalência da não adesão é estimada em 25% no geral; 50% em pacientes com hipertensão. A não adesão à medicação anti-hipertensiva está associada a 30% da perda de eficácia do tratamento. O incumprimento do tratamento anti-hipertensivo tem grande impacto negativo na morbilidade, mortalidade e nos custos de saúde. Este estudo tem como objetivo identificar os fatores que influenciam as mudanças na adesão à medicação. O estudo foi baseado em entrevistas com doentes hipertensos, seguidos entre 2010 e 2011. De forma atingir o objetivo serão utilizados métodos de regressão logística multinomial e de regressão logística binária. Conclui-se que indivíduos de etnia negra, divorciados, com baixo nível de escolaridade e a viver com várias pessoas na mesma casa têm mais tendência para mudanças negativas, isto é, para se manterem sempre não aderentes ou para mudarem de aderentes para não-aderentes ao longo dos seis meses de estudo.
Hypertension is a chronic disease that affects more than 50% of the portuguese population above 45 years old. The non-control of hypertension is strongly associated to cerebrovascular accident and acute myocardial infarction, the main causes of death in Portugal. Non-adherence to antihypertensive treatment is a significant problem and may cause an impact on its results. Although cardiovascular diseases are a major cause of death in Portugal, 60-80% of medicated hypertensive patients do not achieved normal blood pressure. Non-adherence and clinical inertia are considered two major determinants of non-control of hypertension and are related to socioeconomic and cultural elements. Estimates of the prevalence of non-adherence are the following: 25%, in the general population; 50%, in the hypertensive population. Non-adherence to antihypertensive medication is associated with loss of treatment efficiency in 30% of the cases. The failure of antihypertensive treatment has high negative consequences in morbility, mortality and health costs. This study aims at identifying the factors that influence changes in patients’ adherence to medication for hypertension. The study relied on interviews with hypertensive patients, wich were carried out between 2010 and 2011. To attain the goal just cited, the multinomial and the binomial logistic regression model has been applied. We conclude that individuals of black ethnicity, divorced, with a low educational level and with many people at home are more likely to negative changes (to remain always non-adherent to medication or to change from adherent to non-adherent during the six months of study).

Descrição

Tese de mestrado em Bioestatística, apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2015

Palavras-chave

Hipertensão arterial Doenças crónicas Adesão à medicação Mudança na adesão Regressão logística multinomial Teses de mestrado - 2015

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