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Projeto de investigação

A. PADRÃO E A ARTE DO PINTAR FÁCIL, DOCE, E REDONDO. QUINHENTOS NA SOLUÇÃO DE SETECENTOS: O BARROCO NUM IMPASSE

Autores

Publicações

Preceitos para uma Arte Edificante: pintura e gravura na corte josefina através da obra de António Joaquim Padrão (c. 1730-1771)
Publication . Leal, Lécio da Cruz; Serrão, Manuel Guimarães Veríssimo; Faria, Miguel Filipe Ferreira Figueira de
A investigação que se apresenta não se reduz à reconstrução históricobiográfica de António Joaquim Padrão (c. 1730-71) – personalidade marginal no panorâma artístico da capital, ainda assim com oficina aí fixada e operante durante o terceiro quartel do século XVIII, tanto no domínio da pintura como da gravura –, do corpus artístico do mesmo, tampouco à análise da sua obra, necessariamente confrontada com a dos pares ou homólogos coetâneos no que à estética diz respeito. Dedica-se, igualmente, a compreender a natureza, evolução, aplicação e contexto dos diferentes tipos de linguagem corporal nos géneros de História Religiosa e Retrato, à luz da generalização da ideia relativa ao poder instrutivo da imagem dentro do catolicismo e regime. Na primeira e segunda parte do escrito, atende-se à família e indivíduo, tanto no plano privado como público e profissional (origens, condição social, nível de instrução, agregado familiar, saúde, formação profissional, amigos, carteira de clientes, contactos frequentes, obras, pensamento estético). Os dados recolhidos ajudam a esclarecer a aparente contradição de ver este pintor – seguidor da corrente estética mais acalentada pela Corte, formado na principal oficina da capital (André Gonçalves), consorciado em trabalhos calcográficos com o primeiro pintor régio (Vieira Lusitano), amigo e prestador de serviços artísticos a frei Manuel do Cenáculo (uma das mentes mais esclarecidas do país e figura de relevo na Corte) – afastado das obras de maior vulto que decorriam nos templos religiosos que se iam reedificando e, ao mesmo tempo, manter a sua oficina activa e sem falta de trabalho. A última parte dedica-se à análise dos elementos do tardo-Barroco romano mais estimados no nosso país, essencialmente os mesmos louvados a nível internacional, fundamentos do seu êxito e razões de continuidade, alicerçados, na medida certa, no classicismo, no Barroco e no cânone de beleza do Renascimento, referencial da linguagem virtuosa e sensível da figura humana (modéstia, humildade, pudicícia).

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Descrição

Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

OE

Número da atribuição

SFRH/BD/73569/2010

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