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Projeto de investigação
PENSAR E VIVER OS DIREITOS HUMANOS NA CULTURA PORTUGUESA: DO SÉCULO XVIII POMBALINO À IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
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Direitos Humanos em Portugal: representações e dissensões entre História e Utopia (1755-1867)
Publication . Alves-Jesus, Susana Mourato; Soromenho-Marques, Viriato; Ventura, António Adriano de Ascensão Pires; Franco, José Eduardo
Os direitos humanos constituem um dos debates candentes da atualidade. A afirmação
de direitos inalienáveis, assentes no princípio da dignidade da pessoa humana, e
atribuídos a todos os seres humanos, tornou-se um dos principais desígnios do Estado
de direito, que, pelo estabelecimento e garantia de direitos fundamentais, visa a proteção
e a promoção, também em concertação alargada com a Comunidade Internacional, de
condições de justiça, paz, igualdade e liberdade para todos os indivíduos no conjunto
alargado da humanidade. Não obstante, estes mesmos direitos representam um desafio
permanente para os seus defensores, pelas dificuldades práticas de efetividade nos
horizontes particulares e globais de aplicabilidade que simultaneamente demandam.
Tomando por base a elaboração e a afirmação dos direitos humanos no quadro
da longa duração, com particular incidência a partir do contexto revolucionário de
proclamação dos direitos do homem e do cidadão na segunda metade do séc. XVIII
(mas, subsidiariamente, não descurando precursoras elaborações de um desígnio
humanizante e dignificante no âmbito da história das ideias e dos conceitos), a presente
dissertação visa identificar, tematizar e problematizar os discursos e as práticas de
consciencialização e de expressão destes proclamados direitos em Portugal, nos sécs.
XVIII e XIX, com especial atenção para o período compreendido entre 1755 e 1867.
Neste sentido, com base num corpus alargado e representativo, parte-se da
hipótese de que é possível perscrutar uma gradual elaboração dos direitos do homem
nos espíritos e nos discursos no quadro da cultura portuguesa, bem como confirmar a
sua consagração na lei, sob a forma de direitos individuais, a partir do movimento
constitucional iniciado em 1820, inaugurador de uma era dos direitos, por oposição ao
paradigma anterior de Antigo Regime, com especial incidência em deveres decorrentes
da aliança entre Trono e Altar. Ao longo deste percurso, considerar-se-á, no entanto, de
igual modo imperativo dar conta das dissensões entre as teorias e as práticas, em
avanços e recuos, entre o desígnio, que pode ser interpretado como utópico, de
afirmação desses direitos e a efetiva garantia legal dos mesmos. Complementarmente
identificar-se-ão algumas das leis e medidas consideradas pioneiras para esta afirmação
dos direitos humanos em Portugal e, dialeticamente, intentar-se-á uma problematização
e apreciação crítica da sua efetiva aplicação no plano das práticas, atendendo
necessariamente também ao seu lugar e valor no plano internacional.
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Contribuidores
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Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Número da atribuição
SFRH/BD/71031/2010
