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Projeto de investigação

ANÁLISE HIDRO-METEOROLÓGICA DE CHEIAS NA REGIÃO NORTE DE PORTUGAL

Autores

Publicações

Análise hidro-meteorológica de cheias na região norte de Portugal
Publication . Santos, Mónica; Fragoso, Marcelo, 1968-; Bateira, Carlos, 1956-
A prevenção e minimização dos efeitos das cheias constituem um eixo fundamental do programa de medidas do Plano Nacional da Água (APA, 2015). O presente trabalho integra-se no âmbito do projeto “DISASTER” (PTDC/CS-GEO/103231/2008) e pretende-se aprofundar o conhecimento dos eventos de precipitação no desencadeamento de cheias na região Norte, mais precisamente em quatro bacias hidrográficas: Vez, Este, Corgo e Távora. Na base de dados de cheias criada, estão inventariadas, entre 1865 e 2011, 1873 ocorrências, das quais, 508 provocaram mortos, feridos, desalojados, evacuados ou desaparecidos. São sobretudo cheias progressivas e concentram-se nos principais centros urbanos e ao longo dos principais rios. Comprovou-se também que os tipos de tempo ciclónicos representam as condições de circulação atmosférica que com maior frequência se verificam antes e no decurso dos eventos de cheia. Os contrastes espaciais de precipitação refletem a atuação conjunta do relevo, da exposição das vertentes aos fluxos de ar húmido e da continentalidade. As terras altas do Noroeste são, destacadamente, as áreas mais chuvosas, estando a bacia do rio Vez sujeita a precipitação frequente e mais intensa ao longo do ano. Na bacia do Este, próxima do oceano Atlântico, as precipitações são frequentes mas menos intensas. A bacia do Corgo ilustra as variações espaciais que as montanhas do Alvão e Marão determinam, notando-se o contraste entre as estações localizadas nestas montanhas (mais chuvosas) e a este (muito menos chuvosas). A bacia do Távora encontra-se abrigada pelas serras a ocidente e pela cordilheira central, e é por isso, uma das regiões mais secas da região Norte. O comportamento da precipitação antecedente a um dado evento de cheia é único. Na bacia do Vez, a precipitação acumulada para durações superiores a um mês são fundamentais para o desencadeamento das cheias, enquanto na bacia do Este, poderão bastar 2 a 5 dias de precipitação. Na bacia do Corgo, verifica-se que, na origem das cheias, tanto podem suceder episódios de precipitação acumulada superior a 30 dias, como episódios mais concentrados no tempo. Na bacia do Távora, o baixo número de ocorrências não permitiu tirar conclusões a este respeito. Os limiares críticos de precipitação com base na combinação crítica: quantidade / duração apresentam uma melhor robustez e a análise retrospetiva sugere que os limiares mínimo e de pré-aviso estão bem ajustados e são por isso, uma mais-valia visando a tomada de medidas de preparação para a ocorrência de cheias por parte das entidades responsáveis, como as autoridades de proteção civil e os municípios.

Unidades organizacionais

Descrição

Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

Número da atribuição

SFRH/BD/70239/2010

ID