Como é que se morre em movimento? E como é que se recriam lugares
de pertença a partir dessa morte em movimento? Numa sociedade
ocidental em que a morte se tornou um tabu, e que é pensada como algo
que só acontece aos outros, este distanciamento face ao último rito de
passagem da vida pertence à esfera do mito e do preconceito – a suposta
invisibilidade da morte. Mas a morte levanta questões que se prendem
com a mobilidade dos indivíduos mas também com a criação de lugares
de pertença e de ligação com os espaços de origem.