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Projeto de investigação
AQUISIÇÃO DAS PERIFERIAS ESQUERDA E DIREITA DA FRASE EM PORTUGUÊS EUROPEU
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Complexidade sintática em PDL e PEA
Publication . Martins, Fátima Alexandrina Mendes; Santos, Ana Lúcia da Silva Dias Gonçalves dos; Duarte, Maria Inês Pedrosa da Silva
Este estudo tem como principal objetivo apurar como as crianças com Perturbação do Desenvolvimento da Linguagem (PDL) e Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) lidam com diferentes fatores de complexidade sintática.
A subordinação tem sido apontada como uma medida de complexidade, especialmente através da análise de dados de produção espontânea. Têm sido amplamente discutidos os efeitos da complexidade sintática em crianças com PDL (Hamann & Tuller, 2015). Porém, pouco se sabe sobre o desempenho de crianças com PEA em tarefas que envolvem a interação de diferentes fatores, nomeadamente movimento e efeitos de intervenção criados pelo movimento de um DP que cruza outro com o qual partilha traços.
Neste estudo, foram incluídas 11 crianças com PDL(+QIn) e 11 com PEA(+PL), servindo para comparação os resultados de um grupo de crianças DT da mesma idade e de três grupos de crianças mais novas. Os principais resultados da tarefa de produção semiestruturada e das tarefas experimentais sugerem que as crianças dos grupos clínicos: 1) evitam a subordinação, recorrendo a enunciados mais simples - quando a evitação não é contextualmente possível, as taxas de agramaticalidade são expressivas, reforçando a ideia de dificuldades persistentes; (2) exibem dificuldades prolongadas associadas a efeitos de intervenção - nas relativas e interrogativas--wh de objeto observam-se taxas de acerto mais baixas quando comparadas com relativas e interrogativas de sujeito; 3) têm dificuldades na compreensão de estruturas de controlo de sujeito com o verbo prometer, evidenciando dificuldades prolongadas nestas estruturas que podem ser consideradas como marcadores clínicos de comprometimento linguístico também em crianças com PDL, tal como Janke & Perovic (2015) defendem para indivíduos com PEA; 4) apresentam distintos padrões de desempenho, reforçando a hipótese (descrita por Riches et al., (2010)) de afeções de natureza distinta; 5) evidenciam uma performance não independente da tarefa (na compreensão de relativas) (embora o fator realmente determinante seja a tipologia da estrutura testada).
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
OE
Número da atribuição
SFRH/BD/80331/2011
