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Projeto de investigação

Cleaning stations in a changing ocean: bio-ecological responses of cleaning mutualisms to ocean warming and acidification

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Cleaning stations in a changing ocean : Bio-ecological responses of cleaning mutualisms to ocean warming and acidification
Publication . Paula, José Ricardo; Rosa, Rui Afonso Bairrão da
As simbioses entre espécies representam adaptações face a mudanças ambientais no meio marinho. Uma das simbioses mais carismáticas é o mutualismo entre peixes limpadores e os seus clientes. Estes ocupam territórios específicos conhecidos como “estações de limpeza” e prestam um serviço aos seus clientes, comendo ectoparasitas e tecidos mortos. Para interagir com os seus clientes os bodiões limpadores (Labroides dimidiatus) desenvolveram um conjunto de ferramentas cognitivas e comportamentais. No entanto, as condições em que estas simbioses evoluíram estão a mudar devido ao aquecimento e à acidificação dos oceanos. Esta dissertação tem como objetivo compreender como as simbioses de limpeza respondem ao aquecimento e à acidificação dos oceanos (AAO), utilizando uma abordagem integrativa. Mais especificamente, esta dissertação centrou-se em duas questões principais: 1) “O comportamento cooperativo de limpeza é afetado por AAO? Quais são os mecanismos neurobiológicos e há potencial para adaptação? ” e 2)“ Os parasitas são resistentes a AAO? Como estes afetam os peixes e como a sua abundância pode ser controlada? ”. Nos capítulos 2 e 3, é revelado que AAO pode afetar o comportamento de limpeza através de disrupção dos sistemas neurobiológicos. Por outro lado, o Capítulo 4 demonstra que o desempenho cognitivo do peixe limpador, embora afetado pela acidificação, ainda apresenta potencial de adaptação. Em relação à segunda questão, o capítulo 5 revela que os ectoparasitas são tolerantes à acidificação. No capítulo 6, apenas clientes sem acesso a serviços de limpeza foram fisiologicamente afetados pela acidificação. Por fim, o capítulo 7 mostra que os corais controlam a abundância de parasitas e a perda de corais devido a eventos extremos pode diminuir a predação de parasitas. Em conclusão, esta dissertação mostra que o AAO podem perturbar as simbioses da limpeza através de alterações comportamentais causadas por perturbações neurobiológicas. Embora exista algum potencial de adaptação, a combinação destes stressores climáticos e a imprevisibilidade de eventos extremos tornam a probabilidade de adaptação menor. Por último, é importante frisar que esta disrupção de simbioses da limpeza pode levar a efeitos de cascata nos ecossistemas dos recifes de coral, uma vez que a necessidade de peixes nos serviços de limpeza pode aumentar com uma maior abundância de ectoparasitas gnatídeos tolerantes a CO2 (devido à diminuição no controlo da abundância).

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/111153/2015

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