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Projeto de investigação
Emigrantes portugueses/as na reforma: mobilidade, género e transnacionalidade
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Migração de regresso para Portugal: revisitar o passado, compreender o presente
Publication . Azevedo, Liliana; Desille, Amandine; Pinho, Filipa
A produção científica dedicada ao estudo da emigração portuguesa, seja em Portugal, seja no estrangeiro, continua
a considerar preponderantemente aqueles e aquelas que deixaram o país como “emigrantes”, e não como
“migrantes”. Apesar da mudança que se tem operado desde os finais dos anos 1980 com o sociólogo Abdelmalek
Sayad (1999a, 1999b), que viu a necessidade absoluta de restabelecer a integridade do emigrante/imigrante
reconciliando estas duas figuras aparentemente diferentes numa só, os/as portugueses/as que partiram continuam
a ser referidos/as nos dias de hoje como os/as “emigrantes”. Estes títulos posteriores ao ano 2000 são disso
testemunho (não obstante, consideramo-los essenciais à compreensão do fenómeno migratório português!):
Desenvolvimento em meio rural: contributos da emigração e do regresso (Gonçalves, 2007); Portugal 2010: The
return of the country of emigration? (Malheiros, 2011); L’émigration au Portugal, avatar d’un pays “semipériphérique” (Santos, 2013); Regresso e circulação de emigrantes portugueses no início do século XXI (Oliveira
et al., 2016); Regresso ao futuro: A nova emigração e a sociedade portuguesa (Peixoto et al., 2016); L’émigration
à l’écran: la rhétorique du succès. La série documentaire Portugueses pelo mundo (Cunha, 2017); A mobilidade
académica e a emigração portuguesa qualificada (Gomes, 2019); New and old routes of Portuguese emigration
(Pereira & Azevedo, 2019); A emigração portuguesa no século XXI (Pires et al., 2020), etc. Uma série de ideias
preconcebidas acompanham a partida destes “emigrantes” e a expectativa do seu regresso, deixando um rasto nos
discursos, nas políticas desenhadas para os recuperar, na forma como são representados nos meios de comunicação
social ou ainda na forma como são vistos nas comunidades de onde partiram. Assim, o binómio
“emigração/regresso” pode representar uma armadilha, no sentido em que inviabiliza uma análise mais ampla e
complexa das diversas experiências de movimento(s), espera(s) e imobilidade(s) – entre múltiplas combinações
possíveis – que uma mesma pessoa ou família vivencia.
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Número da atribuição
SFRH/BD/128722/2017
