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Projeto de investigação

Nascer escravo, morrer livre: Contributo para uma História Social da Lusitânia romana

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Nascer escravo, morrer livre : contributo para uma história social da Lusitânia romana
Publication . Teixeira, Sílvia Monteiro; Guerra, Amílcar Manuel Ribeiro
Não obstante a visão dos escravos e libertos como determinantes para o desenvolvimento económico, administrativo e sociocultural das províncias do mundo romano, as realidades servis da Lusitânia carecem de um estudo de fundo que assente na compilação das fontes utilizadas num só repositório e na análise das mesmas sob um leque diversificado de tópicos, procurando fornecer uma visão tão abrangente quanto possível deste fenómeno. Como tal, este trabalho pretende contribuir para a construção da história social desta província, através da análise da epigrafia relativa ao meio servil, que complementa as informações trazidas pelo registo arqueológico e literatura clássica. A dispersão das inscrições e as problemáticas inerentes à identificação de escravos e libertos nas mesmas motivaram a criação do repositório no qual se baseia este trabalho, ao qual procurámos aplicar o maior rigor possível nos critérios de inclusão (e exclusão), com vista à obtenção de uma amostra epigráfica que, embora modesta, constitua um reflexo tão fidedigno quanto possível das realidades servis da Lusitânia romana. Os dados trazidos por estas epígrafes permitem-nos um conhecimento mais aprofundado das percepções e comportamentos das comunidades lusitano-romanas, em particular no que diz respeito à importância dos escravos e libertos no contexto da civilização romana fora da península itálica. Neste sentido, procurámos avaliar a aplicabilidade de determinadas ideias e conceitos perpetuados na literatura destas temáticas ao contexto específico da Lusitânia romana, processo no decurso do qual surgiram também novas questões para o futuro, cuja resposta dependerá do avanço da ciência epigráfica, particularmente no que respeita à datação das inscrições. De todas as formas, não obstante os entraves levantados pelas limitações da epigrafia enquanto fonte informativa e pelos próprios constrangimentos inerentes ao estatuto sociojurídico de escravos e libertos, podemos entender estas realidades sociais como essenciais à compreensão das transformações culturais induzidas pelo processo de romanização na Lusitânia.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/123546/2016

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