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Projeto de investigação

O autocuidado na pessoa idosa com dependência funcional: necessidade de cuidados essenciais de longa duração

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O autocuidado na pessoa idosa com dependência funcional : necessidade de cuidados essenciais de longa duração
Publication . Ramos, Ana; Henriques, Maria Adriana Pereira; Fonseca, César João Vicente da
O envelhecimento progressivo da população, o aumento do número de doenças crónicas e o número gradual de situações de dependência no autocuidado, conduziram a necessidade da criação de uma resposta profissional estruturada – os cuidados de longa duração. Diversas entidades e estudos anteriores sugerem o estudo do comportamento de autocuidado como um indicador de previsão de necessidades de cuidados, para a reorganização dos cuidados de saúde, em geral e de enfermagem, em particular. Objetivos: i) avaliar a dependência na capacidade para o autocuidado das pessoas com 65 ou mais anos, utilizadoras das Unidades de Internamento, da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, em Portugal Continental; ii) identificar os determinantes que influenciam a capacidade para o autocuidado e iii) conhecer as necessidades de cuidados essenciais de enfermagem e de longa duração. Metodologia: Estudo longitudinal e retrospetivo, mediante análise da plataforma de registo clínico GestCare da Rede, das Unidades de Convalescença (UC), Unidades de Média Duração e Reabilitação (UMDR), Unidades de Longa Duração e Manutenção da Rede, entre 1 de janeiro de 2008 a 27 de fevereiro de 2017, com um total de 171 414 indivíduos e múltiplas avaliações da condição de saúde. Resultados: Pessoas idosas do sexo feminino, sem cônjuge, com baixa escolaridade e nível profissional foram as maiores utilizadoras da Rede. Idade mais avançada (³ 85 anos), não ter frequentado o ensino, baixo índice de massa corporal, quedas, presença de humor triste ou deprimido foram fatores preditores para maior défice na mobilidade, nas atividades de vida e instrumentais e estado cognitivo. Os que se sentem menos isolados são os mais dependentes, pela presença de ajuda profissional permanente. Em todas as Unidades de Internamento ocorreram ganhos na capacidade de autocuidado, mais expressivos na mobilidade e atividades de vida. A deterioração no estado cognitivo afetou o desempenho na realização das atividades instrumentais, a sua reversão revelou-se lenta e difícil. Apesar das UC terem sido ocupadas por pessoas com maior grau de dependência, foi a tipologia com taxas de recuperação mais elevadas. Identificaram-se tempos máximos recomendados de internamento, a partir dos quais há perda do potencial de recuperação: i) UC < 75 dias; ii) UMDR < 210 dias; e iii) ULDM < 360 dias. Nas UC, o percentil de dependência grave é mais provável nas mulheres a partir dos 88 anos de idade, e nos homens a partir dos 91 anos de idade. Nas UMDR, o perfil de dependência grave ocorre com maior probabilidade a partir dos 75 para os homens e 80 anos, nas mulheres. Nas ULDM processa-se a partir dos 81 anos. Tipificaram-se necessidades de compensação total por défice grave na capacidade de autocuidado para as três tipologias: UC 29,6%; UMDR 47,1%; ULDM 61,1%. O défice moderado na capacidade de autocuidado esteve presente em 52,1% dos indivíduos nas UC; 43,1% nas UMDR e 30,8% nas UC. O défice de autocuidado ligeiro ocorreu nas UC em 18,3%; nas UMDR 9,8% e nas ULDM 8,1%. Conclusões: Ao se conhecer os determinantes da capacidade de autocuidado, as necessidades de cuidados e o perfil de probabilidade de um determinado problema, possibilitará definir grupos prioritários de intervenção de enfermagem e implementar modelos de qualidade e financiamento, baseados em ganhos de funcionalidade.
Functional profile of older adults hospitalized in convalescence units of the national network of integrated continuous care of Portugal: a longitudinal study
Publication . Ramos, Ana; Fonseca, César; Pinho, Lara; Lopes, Manuel; Oliveira, Henrique; Henriques, Adriana
Aim: To evaluate the evolution of the functional profile of older adults admitted to a health unit in Portugal; to relate the functional profile of these individuals with age, sex, education level and emotional state; and to evaluate the probability of the degree of dependence as a function of age and sex. Methods: longitudinal, retrospective study with a sample of 59,013 older adults admitted to convalescence units of the National Network of Integrated Continuous Care of Portugal. Results: In the first 75 days of hospitalization, activities of daily living, mobility and cognitive state improved, but there was a decline after 75 days of hospitalization. The ability to perform instrumental activities of daily living improved in the first 15 days of hospitalization, stabilized until 45 days and then began to worsen. Women had a higher probability of having a severe/complete dependence three years earlier than men (88 years to 91 years). A higher education level and stable emotional state were protective factors against functional decline. Conclusions: The functional profile of older adults improved during the length of stay recommended for hospitalization in convalescence units (30 days). It is critical for health systems to adopt strategies to prevent declines in the emotional state of frail individuals.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/140865/2018

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