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Projeto de investigação

Spatial and temporal scale effects on indicators of marine ecosystems health and value

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Effects of spatial and temporal scale on the assessment of biodiversity and ecosystems health, under the scope of the Marine Strategy Framework Directive
Publication . Sousa Machado, Maria Inês; Costa, José Lino Oliveira; Cabral, Henrique Nogueira
A avaliação ambiental e a monitorização do ambiente marinho têm como objetivo esclarecer a condição dos diferentes componentes do ecossistema, identificar os impactos das atividades antropogénicas ou avaliar os efeitos das medidas de gestão implementadas. Na União Europeia, a Diretiva Quadro Estratégia Marinha tem como objetivo avaliar e gerir a qualidade das áreas marinhas europeias. Esta Diretiva reuniu um leque de informação abrangente e inexistente até à data, no entanto, alguns aspetos poderão mascarar os efeitos das atividades antropogénicas ou da variabilidade natural existente (e.g., alterações climáticas). Para ultrapassar estes obstáculos a presente dissertação abordou os seguintes aspetos: 1) o nível de implementação e as escalas utilizadas pelos Estados Membros para reportar indicadores de biodiversidade; 2) a utilização de diferentes escalas espaciais e temporais na avaliação de indicadores de biodiversidade, focando na avaliação de espécies de peixes sensíveis; 3) a desagregação dos efeitos das escalas espaciais, temporais e das componentes ambientais – profundidade e temperatura – na variabilidade dos indicadores de cadeias tróficas; e 4) a implementação de indicadores de cadeias tróficas no Atlântico NE e a sua capacidade de deteção de efeitos das pressões antropogénicas e variabilidade natural, para detetar alterações no funcionamento do ecossistema. Os resultados demonstraram uma baixa cooperação entre Estados Membros e a utilização de um elevado número de indicadores, métricas e escalas que desencadearam várias incongruências na implementação. A avaliação das escalas utilizadas para estimar indicadores de biodiversidade e cadeias tróficas revelou que as escalas espaciais deveriam ser mais detalhadas para detetarem padrões locais e regionais ao nível das espécies e comunidades avaliadas. Ao aplicar as escalas identificadas à avaliação na plataforma continental portuguesa foi possível demonstrar que a utilização de escalas espaciais menores, definidas através da profundidade, sector ou unidades igualmente distribuídas de 1000km2, permite identificar indicadores abaixo dos limites estabelecidos em zonas da costa Sul e de zonas de profundidade intermédia no Sudoeste da plataforma continental portuguesa. Ao contrário das escalas espaciais, as escalas temporais explicaram uma variabilidade residual. Por último, este trabalho demonstrou que a implementação de indicadores de cadeias tróficas no Atlântico Nordeste é bastante incongruente no que diz respeito aos indicadores e elementos dos ecossistemas abordados. As pressões antropogénicas que influenciaram significativamente estes indicadores foram a pesca e alterações climáticas na Baía da Biscaia e plataforma Ibérica, e a eutrofização e a contaminação química no Mar Celta e no Mar do Norte. Estes resultados permitiram estabelecer uma relação entre as pressões e os padrões obtidos pela avaliação de cadeias tróficas, no entanto, é de salientar que apresentam vários constrangimentos, pois a avaliação de cadeias tróficas não foi feita para escalas relevantes.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

Número da atribuição

PD/BD/135065/2017

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