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Projeto de investigação

Res Sinicae A database of Latin and Portuguese sources on China (16th-18th centuries). Survey, Edition, Translation and Studies.

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Um manual para o estudo breve da língua chinesa. O manuscrito de José Monteiro, SJ. (c. 1700)
Publication . Wu, Di; Espírito Santo, Arnaldo do; Pina, Isabel Murta
Esta dissertação tem por objecto de análise um manuscrito do padre jesuíta José Monteiro (1646-1720), intitulado “Vera, et unica praxis breviter ediscendi, ac expeditissime loquendi sinicum idioma, suapte natura adeo difficile. Opera, zelo, et industria Reverendissimi Patris. Josephi Monteyro Societatis. JESV. Jn usum Tyronum Missionariorum.” Ou seja, “Verdadeiro e único método para uma aprendizagem rápida da língua chinesa que é pela sua natureza muito difícil, pelo trabalho, empenho e diligência do Reverendíssimo Padre José Monteiro, da Companhia de Jesus, para o uso dos Missionários em tirocínio.” O manuscrito, data do período de transição entre o século XVII e o XVIII, constituiu um instrumento para a aprendizagem rápida (ou breve) da língua chinesa. Apresenta-se com um título em latim, assim como várias expressões ao longo do texto, mas está maioritariamente redigido em português e chinês romanizado, ou seja, sem quaisquer caracteres. As perguntas que colocamos nesta investigação e que servem de ponto de partida para a nossa análise são: Como é que os missionários europeus aprenderam a língua chinesa no primeiro século de contacto? Que materiais criaram para facilitar esse processo de aprendizagem? Como é que se posiciona, neste contexto, o manuscrito de José Monteiro? O que nos permite compreender a sua comparação com outros materiais sobreviventes? Nesta dissertação, serão, pois, utilizados métodos de análise comparativa para ajudar a compreender este processo ou processos de aprendizagem da língua chinesa pelos missionários nesse período. Esses processos implicaram a frequente reutilização e aperfeiçoamento, ou ajustamentos, dos materiais didácticos, como o demonstraremos pela análise comparada deste mesmo manuscrito. No primeiro capítulo deste trabalho, será apresentada uma breve nota biográfica de José Monteiro, sobretudo centrada nos longos anos em que viveu na China enquanto missionário desta Vice-província, integrada na esfera da Assistência Portuguesa da Companhia de Jesus e do Padroado Português. Seguir-se-á a apresentação do manuscrito e do seu conteúdo. No segundo capítulo, proceder-se-á à análise comparada do manuscrito de José Monteiro com outros materiais coevos, seleccionados pelas suas afinidades. Como já referi, o meu propósito será contribuir para a compreensão dos processos de aprendizagem de chinês pelos missionários europeus durante o Período Moderno e a respectiva evolução desses mesmos processos e dos materiais de apoio por eles criados. No terceiro capítulo, serão comparados os manuscritos com a romanização do capítulo anterior, com o objectivo de distinguir o mandarim utilizado no manuscrito de Monteiro, bem como para compreender a evolução do sistema de romanização e as ligações entre os missionários no uso da romanização. O capítulo quarto traduzirá as palavras latinas do manuscrito de Monteiro e analisará a correspondência semântica entre o latim e o chinês. Serão feitas comparações com palavras latinas semelhantes noutros manuscritos do mesmo período, para compreender o processo da transmissão do latim para o chinês e a importância do latim no processo de aprendizagem da língua chinesa. Após a conclusão, apresentamos ainda, em apêndice, o sistema de romanização da língua chinesa utilizado no manuscrito de Monteiro, e a sua conversão para o designado sistema pinyin, que constitui a romanização actualmente em voga e que foi instituída pela República Popular da China em meados do século XX.
Em fuga pela China: um bispo dominicano em defesa de um padre jesuíta (1689-1691)
Publication . Gomes, Ana Cristina da Costa, 1967-; Pina, Isabel Alexandra Murta
O relacionamento entre missionários dominicanos e jesuítas na China não foi simplesmente uma história marcada por conflitos, como por vezes parece emergir da designada Controvérsia dos Ritos Chineses. Na realidade, foi uma história bem mais complexa, em que as relações de afinidade e de cooperação também estiveram presentes e foram determinantes. A fuga do padre jesuíta chinês Paulo Vanhes/Wan Qiyuan da residência de Xangai, em Outubro de 1689, e o papel do bispo dominicano Gregorio López/Luo Wenzao ilustram-nos esta outra realidade num momento em que se discutia a constituição de um clero chinês. Em anexo documental são publicados três dos principais documentos para a reconstituição desta história.
"(...) o soberbo império que se afama." A China n'Os Lusíadas
Publication . Gomes, Ana Cristina da Costa, 1967-
É impossível falar de edição em Portugal, no século XVI, sem nos referirmos às quatro edições oficiais da obra Os Lusíadas de Luís de Camões (dos anos de 1572, 1584, 1591 e 1597). Este livro, apesar de não ter sido o maior êxito dos prelos portugueses à época, se comparado com outros textos tais como a Imagem da Vida Cristã, de Frei Heitor Pinto, rapidamente se tornou um dos maiores sucessos da Literatura Portuguesa. Eduardo Lourenço coloca precisamente Os Lusíadas no centro da mitologia literária e cultural portuguesa e considera que as suas estrofes nasceram de um “onirismo épico”, consciente da desproporção entre a realidade de um pequeno país da Europa e a desmedida aventura imperial que se desenrolava no Oriente. Ora, do Oriente, à semelhança de outras edições quinhentistas portuguesas, a China marca presença n’Os Lusíadas. Com este estudo pretende-se tão-somente analisar quais são os tópicos da dimensão chinesa abordados no poema épico camoniano e em que medida estes surgem ou não numa linha de continuidade com os apresentados nas obras de outros humanistas e cultores das letras portuguesas publicadas até 1572, data em que Os Lusíadas conheceram a sua primeira edição.

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PTDC/LLT-OUT/31941/2017

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