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A haliêutica no Período Romano: a fábrica da Casa do Governador da Torre de Belém
Publication . Fabião, Carlos; Filipe, Iola; Dias, Maria Isabel; Trindade, Maria José; Prudêncio, Maria Isabel; Gabriel, Sónia; Coelho, Manuela Dias
A partir de uma intervenção arqueológica de contrato realizada pela ERA-Arqueologia S. A. no lugar da Casa do Governador da Torre de Belém, em Lisboa, foi identificada uma grande unidade de produção de preparados de peixe da Época Romana. A relevância do local suscitou a criação de um projecto de investigação, que obteve financiamento da FCT, que tem por objectivo estudar o sítio em si, no contexto da economia do estuário do Tejo e, em âmbito mais lato, a sua inserção nas rotas atlânticas de circulação de produtos no Período Romano. A abordagem multidisciplinar desenhada pretendeu estabelecer as melhores estratégias para encontrar respostas ao questionário científico elaborado.
Assim, para além do estudo arqueológico da unidade de produção propriamente dita (fases de construção, remodelação, transformação e abandono), da natureza dos artigos ali fabricados, pelo estudo arqueozoológico do remanescente da produção e da inserção da unidade de produção de preparados de peixe na economia do estuário do Tejo, mediante a identificação arqueométrica da(s) origem(ns) das ânforas ali encontradas, particularmente as produzidas na Lusitânia.
Apresenta-se um ponto de situação das investigações em curso, incidindo, em primeiro lugar, nos aspectos relacionados com a estrutura da unidade de produção e os seus ciclos de ocupação. Como sempre sucede nestes casos, estamos mais bem informados sobre as fases finais de laboração do que sobre as etapas iniciais, razão pela qual se ensaiaram algumas acções de datação de sedimentos e argamassas. O conjunto dos restos faunísticos começou a ser tratado, designadamente, a ictiofauna e a malacofauna. Pretende-se determinar a natureza dos produtos fabricados. É já claro que estamos perante um artigo que usava esmagadoramente a sardinha e os indicadores da malacofauna evidenciam também a recolecção de algumas espécies, presumivelmente alimentos destinados ao consumo de quem ali laborava, embora se não possa excluir o seu uso na confecção dos artigos produzidos na unidade. Afastada ficou a possibilidade desta recolecção se destinar a uma actividade subsidiária de tinturaria. De entre o conjunto das ânforas, presumivelmente utilizadas para transportar os artigos alimentares produzidos, é possível afirmar que são provenientes de olarias do baixo Tejo, embora seja igualmente clara a presença de uma nova olaria ainda não identificado.
A continuidade do estudo incidirá na abordagem arqueométrica da cerâmica comum, para além da continuação das acções em curso que procurarão caracterizar a inserção da unidade de produção nos quadros regionais e globais da província e Império Romano.
O Projecto PTDC/HAH/74057/2006 resulta de uma parceria entre o Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (Uniarq), o Grupo de Geoquímica Aplicada & Luminescência no Património Cultural (GeoLuC) do Instituto Tecnológico e Nuclear (ITN) e a empresa ERA-Arqueologia.
Fish remains from the Casa do Governador – a Roman fish processing factory in Lusitania
Publication . Gabriel, Sónia; Fabião, Carlos; Filipe, Iola
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
3599-PPCDT
Número da atribuição
PTDC/HAH/74057/2006
