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Projeto de investigação
Giovanni Gherardo De Rossi 1754-1827 na direção da Academia Portuguesa de Belas-Artes em Roma: ensino e mercado de arte
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O Nobil Uomo António Jacinto Xavier Cabral negociante de quadros antigos em Roma
Publication . Degortes, Michela
Em 1823, António Jacinto Xavier Cabral (1798 –1873) encontrava-se em Roma para aperfeiçoar-se na arte da gravura sob a orientação de Giovanni Gherardo De Rossi (1754-1827), antigo director da extinta Academia Portuguesa de Belas Artes outrora fundada na sede papal. Passados três anos, o mesmo admitia ter perdido o rasto de Cabral, após tê-lo introduzido na elite artística e intelectual romana como «promitente gravador».
A descoberta de documentação inédita permite-nos, porém, revelar o teor das relações que Cabral conseguiu atar em Roma, onde ganhou notoriedade, não como artista mas como negociante de quadros, graças a um apurado sentido dos negócios e uma boa dose de oportunismo; associando-se a figuras centrais da economia romana, como o então banqueiro do Papa Gregorio XVI, Alessandro Torlonia, e apoiando-se em exímios intelectuais, como Pietro Ercole Visconti e Tommaso Minardi, para conferir a autenticidade dos quadros em sua posse, Cabral manteve aberta por vários anos uma galeria onde se vendiam quadri antichi, pinturas dos Carracci, Domenichino, Sassoferrato, Guercino, entre outros. Estas obras seriam apenas destinadas à venda e não à formação de uma pinacoteca, comprovando a forte atitude mercantil de Cabral, que em 1855 valer-lhe-ia o rol de testa-de-ferro no processo de venda da valiosíssima coleção Camuccini ao duque de Northumberland.
A comunicação propõe enquadrar esta figura no contexto do mercado romano de arte de Oitocentos, refletindo sobre o consumo de obras de arte e a sua circulação a partir do centro nevrálgico de Roma. Propomo-nos também uma reflexão sobre as possíveis relações entre Cabral e os artistas portugueses que viajaram para Roma, tendo em conta que nos anos quarenta os pintores Metrass e Meneses tiveram acesso à sua galeria para copiarem os quadros dos mestres. O catálogo, agora descoberto, da sua importante e requintada colecção de gravuras será também objeto de análise.
Giovanni Gherardo De Rossi (1754-1827) na direção da Academia Portuguesa de Belas Artes em Roma : ensino e mercado da arte
Publication . Degortes, Michela; Soares, Clara Moura; Ožvald, Serenella Rolfi
Estudo que define as consequências da ação do critico de arte e connoisseur Giovanni Gherardo De Rossi (Roma, 1754 – 1827) na direção da Academia Portuguesa de Belas Artes em Roma, ou “Accademia di Portogallo”. Em análise está o período que abrange a fundação e extinção definitiva da Academia Portuguesa (1791-1805), que estendemos até meados de Oitocentos, tendo em consideração as tentativas de refundação daquela instituição ocorridas até 1817 e o envio de artistas bolseiros portugueses para Roma a partir dos anos vinte. A abordagem sobre De Rossi visa aprofundar a sua ação enquanto diretor da Academia através da reflexão sobre as suas escolhas didáticas e pedagógicas, e enquanto intermediário nas transações de obras de arte em favor da corte portuguesa e das elites nacionais. Coube neste estudo uma análise aprofundada das figuras de Alexandre de Sousa Holstein (Lisboa, 1751 – Roma, 1803), fundador da Academia Portuguesa em Roma, e do seu filho Pedro, futuro duque de Palmela (Turim, 1784 - Lisboa, 1850), através da definição do seu gosto de colecionadores e mecenas face ao consumo artístico no mercado da arte romano, e da ação empreendedora enveredada no contexto da promoção da instituição objeto desta pesquisa. Propomos novas pistas de investigação sobre os artistas bolseiros enviados para Roma entre 1785 e 1825, apontando para a implementação de um diagrama da circulação e trocas artísticas entre Roma e Lisboa a partir de finais de Setecentos e até meados de Oitocentos, face à difusão da cultura estética neoclássica em Portugal. O enfoque na figura de António Jacinto Xavier Cabral, bolseiro e gravador protagonista de uma controversa carreira de negociante de arte até aos anos sessenta de Oitocentos, conclui este estudo, seguindo o fil rouge dos reflexos da ação de Giovanni Gherardo De Rossi com ênfase no mercado de arte internacional.
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Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Número da atribuição
SFRH/BD/129981/2017
