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Projeto de investigação

O estatuto moral dos animais e o problema da substituibilidade

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O estatuto moral dos animais e o problema da substituibilidade
Publication . Miguel, Ricardo Jorge Raimundo; Lourenço, Pedro Miguel Galvão
Contra um certo cepticismo acerca da noção de estatuto moral, apresento uma concepção de estatuto moral relacionada com a permissibilidade de acções e defendo a sua utilidade. Mostro que esta concepção admite graus de estatuto moral de um modo compatível com a igual consideração de interesses. Depois, avalio dois argumentos importantes para a atribuição de estatuto moral aos animais: o argumento por analogia para a senciência animal e o Argumento dos Casos Marginais. De acordo com o primeiro argumento, juntamente com a importância moral da senciência, podemos inferir que pelo menos os mamíferos têm estatuto moral. De acordo com o segundo, a posição especista que privilegia os humanos – Antropocentrismo – é falsa: a quaisquer animais que não se distinguem relevantemente de humanos aos quais reconhecemos estatuto moral, devemos reconhecer um estatuto moral pelo menos equivalente. Para reforçar a conclusão de que os animais têm estatuto moral, examino várias posições antropocentristas e concluo que nenhuma é bem-sucedida. Por fim, esclareço o problema da substituibilidade, segundo o qual o Utilitarismo implica que é permissível matar animais, substituindo-os por outros, dadas certas condições aparentemente simples de obter. Se o Utilitarismo tiver tal consequência, então é inadequado para proteger as vidas dos indivíduos. Após considerar e rejeitar outras propostas para impedir a substituibilidade, avanço e defendo uma nova proposta: o Utilitarismo de Consequências Restritas.

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Número da atribuição

SFRH/BD/107907/2015

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