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CIISA - Artigos em revistas nacionais

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  • Parasitas gastrointestinais em produção de frango ao ar livre
    Publication . Lozano, João; Gomes, Lídia; Madeira de Carvalho, Luís
    A investigação em sanidade animal realizada a nível nacional em sistemas extensivos de produção de frango é essencial, atendendo à frequente longa exposição dos animais ao ambiente exterior e aos parasitas que o contaminam. Estudos parasitológicos são extremamente relevantes de forma a conhecer quais as espécies parasitárias mais prevalentes e ajudar os produtores a definirem melhores medidas profiláticas. Esta pesquisa procurou identificar os parasitas gastrointestinais associados a este tipo de produção aviária e ocorreu numa exploração agropecuária localizada na extremidade noroeste do distrito de Lisboa, onde foram avaliados Frangos do Campo através de amostragem fecal aos 75 e 85 dias de idade. O parasitismo gastrointestinal foi analisado através de métodos coprológicos qualitativos, quantitativos e coproculturas para obtenção de oocistos esporulados e larvas L3 de nematodes estrongilídeos. Na 1ª amostragem, a prevalência de Eimeria spp. totalizou 40,0%, sendo Eimeria mitis (13,3%) e E. maxima (11,7%) as mais prevalentes, tendo-se identificado também ovos de Capillaria sp., (1,7 % de prevalência). Nas coproculturas de oocistos, esporularam as seguintes espécies: E. necatrix, E. mitis, E. praecox, E. maxima, E. acervulina e E. tenella. Na 2ª amostragem, as coccídeas continuaram a ser o grupo mais prevalente, 90,0% de amostras positivas com oito espécies identificadas, sendo de novo E. mitis a espécie mais frequente (41,7%), seguida por E. acervulina (26,7%) e E. tenella (25%). Foram também observados ovos de Heterakis sp. (3,33%) e novamente de Capillaria sp. (10,0%) A carga parasitária fecal de oocistos na 1ª e 2ª amostragens foi de 370,8 ± 2055,3 OoPG e 599,2 ± 1289,2 OoPG, respetivamente, verificando-se um aumento superior a 60% do valor médio deste parâmetro parasitológico da 1ª para a 2ª colheita. O crescimento da erva, a idade e densidade animal, bem como o tempo de exposição a parasitas com períodos pré-patentes curtos, constituíram fatores chave para o aumento da prevalência de oocistos de Eimeria spp. e ovos de helmintes entre as duas amostragens, em particular de espécies com reconhecida patogenicidade. Isto permite-nos concluir que no final da fase de engorda, as cargas parasitárias são as mais elevadas detetadas neste sistema de produção de Frango do Campo, podendo desencadear patologia associada e interferir com a sua performance produtiva.
  • Long-term survey of Eimeria spp. prevalence and faecal shedding in a traditional Portuguese free-range broiler farm
    Publication . Lozano, João; Palomero Salinero, Antonio; Anaya, Adriana; Lux Hoppe, Estevam G.; Gomes, Lídia; Oliveira, Manuela; Paz-Silva, Adolfo; Rebelo, Maria Teresa; Madeira de Carvalho, Luís
    In free-range broiler production, animals are highly exposed to gastrointestinal parasitism, namely by coccidia, due to their long contact with the outdoor environment. Also, the prevalence of gastrointestinal parasites in extensive poultry production, is frequently influenced by biotic and abiotic factors. The current national pioneer long-term survey aimed to assess the prevalence and faecal shedding of Eimeria spp. oocysts in a traditional Portuguese free-range broiler farm, on different production conditions. Between July 2018 and March 2019, a total of 350 faecal samples were collected from different groups of free-range broilers at the fattening phase, in a poultry farm located in North-western Lisbon district, Portugal. Quantitative and qualitative coprological techniques were performed, aiming to quantify the Eimeria spp. prevalence and faecal shedding level. Coccidia prevalence was higher in Summer and Autumn groups (72% and 80%, respectively), although faecal shedding levels were higher in the Autumn and Winter groups (1191 and 1562 Oocysts Per Gram, OPG). Animals showed clinical signs of coccidiosis during the survey, especially in Autumn’s 1st sampling, in which 42% of the faecal samples had blood. The lack of sanitary depopulations, length of the fattening phase (1 month), short pre-patent period of coccidia, exposure to different environmental conditions and irregular drug treatments with amprolium, were key factors responsible for the different parasitic scenarios observed during this survey.