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- Representações do direito na estatuária urbanaPublication . Soares, Ana Paula GilAs obras de estatuária que referem o Direito transmitem-nos a história e preservam a memória, mostrando aspectos da cultura e da história local através das imagens escultóricas que embelezam as ruas, os jardins, as praças e os parques e que adornam muitos edifícios públicos. Pelas narrativas e realidade histórica, social e cultural que transporta e pela sua presença no quotidiano dos locais, dirigindo-se a um número alargado de pessoas, a estatuária que representa o Direito é uma arte cívica e um elemento importante na estetização do espaço público, uma vez que funciona como um instrumento educativo e civilizacional e como um dispositivo que congrega identidades. Nas obras de estatuária judiciária, notamos o valor histórico e cultural das imagens escultóricas de exterior, podendo reconhecer nas mesmas a origem histórica greco-romana do Direito e da Justiça na cultura Ocidental. Identificamos também na estatuária urbana a referência à justiça social através do retrato escultórico de personalidades que foram autores de teorias sociais e económicas notáveis. A semântica da Justiça e do Direito na estatuária urbana apresenta também conceptualizações mais abstractas, as quais se expressam em conceitos morais, tais como, a culpa, a consciência, o arrependimento, a inteligência e a vontade. Encontramos estas conceptualizações abstractas não só na estatuária implantada nos espaços ajardinados na envolvente dos tribunais mas também no espaço urbano das localidades, narrando aspectos da identidade local através de lendas ou contos tradicionais. A obra de estatuária urbana é uma forma de arte contemporânea e um objecto de civilização. Através dela podemos preservar a memória e transmitir a história. Por isso, é necessário salvaguardar o património material e o património imaterial da estatuária urbana.
