Browsing by Author "Reis, Catarina Amaral dos"
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- Re pensar a cidade (pós) industrial construir novos ecossistemas urbanosPublication . Reis, Catarina Amaral dos; Almeida, Paulo Manuel dos Santos Pereira de; Leite, António Miguel Neves da Silva Santos, coorientadorAo longo do último século foram diversas e constantes as alterações nos modelos de cidade, no sistema organizativo da sociedade, nas relações humanas e na forma como as pessoas se relacionam com os centros urbanos. Sendo o clima um dos mais determinantes vetores da vida na Terra tal como a conhecemos, é necessário compreender que a mesma se encontra sujeita a alterações climáticas cujo impacto é crescente e que a longo prazo poderá colocar em causa a continuidade de diversas formas de vida, habitats e das próprias cidades como as conhecemos. Este é um dos temas mais preocupantes da atualidade, tendo vindo a ser amplamente discutido nas comunidades académicas de todo o mundo, isto porque os fenómenos que lhe estão inerentes podem vir a alterar profundamente os territórios urbanos. Como tal, torna-se necessário (re)pensar o papel do arquiteto como interveniente ativo na criação de novas cidades e na reabilitação ou revitalização das já existentes. Mas, como? Qual o papel do arquiteto perante a crise ambiental? De que forma podemos projetar cidades cada vez mais inteligentes, sustentáveis e autossuficientes? Este e o tema central que se procura debater, já que será a linha de pensamento para a fundamentação da proposta apresentada. A área de intervenção, que se pretende analisar, estudar e revitalizar, é o território da cidade do Barreiro, parte integrante do Arco Ribeirinho Sul (ARS) e da Área Metropolitana de Lisboa (AML), e a intervenção neste lugar procura identificar e evidenciar a relação entre os impactos ambientais a que as cidades estão sujeitas e a sua origem: a atividade humana. A industrialização verificada no século XIX e na primeira metade do século XX em diversas cidades de Portugal constitui um fator de expansão urbana, a par da tendência verificada na generalidade dos países industrializados. No entanto, o declínio da atividade industrial acarretou uma indeterminação de territórios urbanos descaracterizados, abandonados, sujeitos a constante renúncia ou demolição de edificado com valor no campo do património industrial. Geraram-se vazios urbanos, periferias envelhecidas e dormitórias, áreas fortemente contaminadas pelas décadas de intensiva atividade industrial, insustentáveis em todas as esferas sociais, económicas e ambientais. Coloca-se então a questão: como podemos (re)pensar estas cidades (pós)industriais num contexto de sustentabilidade e autossuficiência? Num contexto de cidades do futuro, cidades viáveis e que, na impossibilidade de regredir os impactos ambientais gerados, possibilitem no entanto uma redução destes e acima de tudo uma melhor qualidade de vida para os indivíduos que nelas habitam. Trata-se de (re)pensar uma cidade outrora industrial, dinâmica e economicamente sustentável, mas atualmente em decadência e estagnação social, económica e ambiental, numa lógica de cidade autossuficiente e saudável, uma cidade que seja capaz de gerar nela mesma a matéria necessária à sua existência. Uma cidade socialmente justa, economicamente viável e ambientalmente correta.
