Pais, José Machado2018-05-212018-05-212018Pais, J. M. (2018). Fados do fado: enredos, cronotopos e trânsitos culturais, Etnográfica 22 (1), 219-2352182-2891http://hdl.handle.net/10451/33551Quando viajei até Quissamã (Brasil), para conhecer um fado vindo do tempo dos escravos, fiquei intrigado com o que descobri. Por um lado, entre os fadistas circula a crença de que o fado é de Deus, vá-se lá saber porquê. Por outro lado, o fado de Deus é dançado e sapateado, em jeito afandangado, quando é sabido que o fandango batido foi das danças mais perseguidas no Brasil colonial pela sua má reputação. Na tentativa de decifração destes enigmas exploro trânsitos do fado e do fandango num enredo de disseminações, transformações, variantes e recomposições. O que descobri foi que os nós desse enredo se atam e desatam nos cronotopos desses trânsitos.porcrençascronotoposfadofado de Quissamãfandangotrânsitos culturaisFados do fado: enredos, cronotopos e trânsitos culturaisjournal article10.4000/etnografica.5210