Portella, Grazielle Bruscato2025-05-302025-05-302023-12In: Convocarte, nº15 (dez. 2023): Arte e mobilidade, p. 139-1542183–6981http://hdl.handle.net/10400.5/101171O mar é poderoso. O seu movimento constante, as flexões dos seus músculos aquáticos fazem uma pessoa se sentir tão impotente quanto efêmera. A partir da fenomenologia sustentada por Bachelard e Merleau-Ponty, o objetivo deste trabalho é examinar o desenho do mar ao longo da história, concentrando-nos em duas artistas contemporâneas, Vija Celmins e Joana Patrão, que demonstram a primazia, a sutileza e a complexidade do tema da água, do corpo e do tempo. Um dos sinais da predominância da efemeridade e do movimento no desenho é o lugar privilegiado ocupado pela metáfora da água e do tempo formulada por Heráclito. Com esta análise, procura-se construir uma ponte entre a filosofia e o desenho, para justificar a filiação deste último a uma poética da água. É exposta a unidade, as características estilísticas e as ligações indissolúveis entre estas artistas para demonstrar a capacidade latente do desenho para inventar maneiras de congelar o mar, enquanto fazer com que ele pareça ainda em movimento.porMarMovimentoDesenhoFenomenologiaTempoA poética da água: o desenho como metáfora de movimento do mar à mãojournal articlehttps://doi.org/10.57843/ulisboa.fba.cieba.00040.2025