Novais, FilipaIgreja, Ana Beatriz Machado2024-01-102023-05http://hdl.handle.net/10451/61683Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2023Introdução: A música tem uma influência extensa no cérebro. Tem estado ligada à saúde mental e ao bem-estar. No entanto, a literatura anterior também mostra uma ligação entre ser músico e níveis mais elevados de ansiedade e depressão. Neste estudo, pretendemos esclarecer se a prática de um instrumento musical, ou a audição de mais ou menos música, tem alguma correlação com os níveis de ansiedade e depressão entre os jovens. Métodos: Entrevistámos pessoas do ensino básico e do ensino articulado de música, aplicando 4 questionários: um demográfico, que recolheu dados básicos sobre o estudante, a escala HADS de ansiedade e depressão, a escala Beck de depressão e o Inventário da Ansiedade Estado-Traço (STAI) para avaliar os níveis de ansiedade e depressão dos sujeitos. Resultados: Cento e vinte e quatro estudantes participaram no estudo, 46% não-músicos e 54% músicos. A amostra foi constituída maioritariamente por rapazes (53,2%), com uma idade média de 12 anos. Não foram encontradas diferenças significativas entre músicos e nãomúsicos no que diz respeito aos níveis de ansiedade e depressão. No que diz respeito à audição de música, mais tempo a ouvir música estava relacionado com níveis de ansiedade e depressão mais elevados (p<0,05). A diferença entre os valores de ansiedade entre os ouvintes de música pop, funk e clássica (p<0,05) foi também significativa. Além disso, a nota média na escola é mais elevada nos músicos (M=4,36>3,90; p<0,001). Conclusões: Globalmente, concluímos que mais tempo a ouvir música estava associado a níveis de ansiedade mais elevados, mas tocar um instrumento musical não estava significativamente relacionado à ansiedade ou depressão. Os músicos apresentam melhores resultados escolares e o estilo musical mais apreciado está também relacionado com diferentes níveis de ansiedade.Introduction: Music has an extensive influence on the brain. It has been linked to mental health and well-being. However, previous literature also shows a connection between playing music and higher levels of anxiety and depression. In this study, we intend to clarify if practicing a musical instrument, or listening to more or less music, has any correlation with the levels of anxiety and depression among young people. Methods: We interviewed people from a regular elementary school curriculum and an articulated music regime elementary school curriculum, applying 4 questionnaires: a demographic one, which collected basic data on the subject, the HADS scale of anxiety and depression, the Beck depression scale and the State-Trait Anxiety Inventory (STAI) to assess the subjects’ anxiety and depression levels. Results: One hundred and twenty-four students participated in the study, 46% non-musicians and 54% musicians. The sample was constituted mostly by males (53.2%), with a mean age of 12 years. No significant differences were found between musicians and non-musicians regarding anxiety and depression levels. As regards listening to music, more time spent listening to music was related to higher anxiety and depression scores (p<0.05). The difference between the scales’ values of anxiety amongst listeners of pop, funk and classical music (p<0.05) was also significant. Moreover, the mean grade in school is higher in musicians (M=4.36>3.90; p<0.001). Conclusions: Overall, we concluded that more time listening to music was linked to higher anxiety levels, but playing a musical instrument was not significantly associated with anxiety or depression. Musicians have better school grades and the favorite musical genre is associated with different anxiety levels.engMúsicaAdolescentesAnsiedadeDepressãoPsiquiatriaPsicologia médicaAnxiety and depression in young musiciansmaster thesis203402405