Fernandez Conde, Maria del Pilar MosqueraViana, Vânia Filipa Amorim2021-12-052021-12-052021-10Viana, Vânia Filipa Amorim (2021). "O techno-stress e a procrastinação no trabalho remoto". Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa. Instituto Superior de Economia e Gestão.http://hdl.handle.net/10400.5/22628Mestrado Bolonha em Ciências EmpresariaisDevido à pandemia Covid 19, o trabalho remoto passou a ser a principal, ou mesmo a única, forma de trabalho, evidenciando não só as suas vantagens, mas também alguns dos seus inconvenientes, nomeadamente o techno-stress. O facto de muitos trabalhadores terem passado a estar mais tempo conectados com o trabalho invadiu muitas vezes a sua vida pessoal, familiar e a sua privacidade. Para além disso, outros trabalhadores viram-se confrontados com sentimentos de incapacidade decorrentes do uso de novas tecnologias de informação. Por regra, o trabalho remoto está associado a um menor controlo por parte dos supervisores, o que pode facilitar comportamentos de procrastinação no trabalho, designadamente, o adiar de tarefas profissionais (soldiering) e/ou navegar na internet para fins pessoais durante o período de trabalho (cyberslacking). Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar em que medida o techno-stress poderá levar ao aumento da procrastinação no trabalho nas suas duas dimensões. Efetuou-se um inquérito a uma amostra de 110 pessoas que se encontravam em trabalho remoto no período de abril a agosto de 2021. Os dados recolhidos foram analisados com recurso ao SPSS – Statistical Package for Social Sciences. Na amostra estudada os níveis de techno-stress e procrastinação no trabalho são relativamente baixos. A tecnosobrecarga é um preditor positivo significativo do soldiering e do cyberslacking. A tecnocomplexidade é apenas preditor positivo significativo do soldiering. A tecnoinvasão não tem efeitos significativos em nenhuma dimensão da procrastinação no trabalho. Verificou-se ainda diferenças estatisticamente significativas nas duas dimensões da procrastinação no trabalho em função do nível de escolaridade, testemunhando-se que em ambos os casos os inquiridos com Licenciatura, Mestrado e Doutoramento são quem tem mais tendência a recorrer tanto a Soldiering como a Cyberslacking.Due to the Covid 19 pandemic, remote work has become the main, or even the only, way of working emphasizing not only its advantages but also some of its drawbacks, for example the so called techno-stress. The fact that many workers have spent more time connected to work has often invaded their personal and family life as well as their privacy. In addition, others assume they have been confronted with the feeling of incapacity resulting from the use of new information technologies. Generally, remote work is associated with less control by supervisors which may facilitate procrastination behaviors such as postponing of professional tasks (soldiering) and/or surfing the Internet for personal purposes during working hours (cyberslacking). Thus, the present study seeks to assess to what extent techno- stress may lead to the increase of work procrastination related with the two dimensions previously mentioned. Techno-overload is a significant positive predictor of soldiering and cyberslacking. Technocomplexity is only one significant positive predictor of soldiering. Technoinvasion showed no significant effects on any dimension of procrastination at work. Statistically significant differences were also found in the two dimensions of procrastination at work according to the level of education. Respondents with Bachelor's, Master's and Doctoral degrees are more likely to fall back to both Soldiering and Cyberslacking.porProcrastinaçãoCyberslackingSoldieringTecnho-stressTecnosobrecargaTecnoinvasãoTecnocomplexidadeProcrastinationTechnooverloadTechnoinvasionTechnocomplexityO techno-stress e a procrastinação no trabalho remotomaster thesis