Peneda, João2025-07-182025-07-182019-09In: Convocarte, nº8 (set. 2019): Arte e Tempo, p. 71-902183–6973http://hdl.handle.net/10400.5/102242Este ensaio tem como pano de fundo o pensamento do primeiro Wittgenstein e, em particular, a afirmação desconcertante do final do Tractatus: a ideia de unificação das três dimensões fundamentais do humano (o estético, o ético e o místico). Estas corresponderiam a uma mesma realidade caracterizada como transcendente, isto é, fora do mundo dos factos, do espaço-tempo, e portanto inefável, indizível, sobre a qual o melhor seria guardar silêncio (schweigen). A nossa chave de leitura passa pela exploração da ideia de eterno presente a partir de uma pista deixada pelo filósofo austríaco: “Se se entende por eternidade não uma duração temporal infinita mas a atemporalidade, então vive eternamente quem vive no presente.” O eterno presente seria a resposta simultaneamente mística, ética e estética à condição humana. Eis uma possível saída para a nossa finitude: viver no presente, ou seja, segundo a óptica da necessidade interna. Esta seria, no fundo, a arte suprema: a arte de saber viver.porAtitudeSilêncioEterno presenteNecessidade internaArteViver o eterno presentejournal article2183–6981