Soares, Maria AugustaDelgado, Maria Beatriz de Mendonça Amaral Lima2017-03-062017-03-0620142014http://hdl.handle.net/10451/26797Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014Introdução: a automedicação faz parte do conceito de autocuidado, apresentando-se como uma prática recorrente na sociedade, que se destina ao alívio e/ou tratamento de situações clínicas passageiras e sem gravidade. A maioria dos doentes geriátricos, geralmente afectados por comorbilidades, são polimedicados e estão sujeitos a regimes terapêuticos complexos. Neste contexto, os riscos inerentes à automedicação são agravados com o envelhecimento. Objectivo: este estudo teve como principal objectivo o estudo da automedicação num grupo de doentes idosos, e a avaliação da necessidade da intervenção do farmacêutico na gestão da medicação no doente geriátrico. Métodos: estudo transversal, baseado na aplicação de um questionário, com a intervenção do farmacêutico, num grupo de 50 idosos (idade =65 anos), residentes no centro de Lisboa e autónomos no controlo dos seus cuidados de saúde, incluindo a toma de medicamentos. Resultados: os 50 idosos estudados tinham nas suas farmácias caseiras um total de 472 medicamentos e suplementos ou produtos naturais (MSP). Possuíam medicamentos em contexto de automedicação 58% (n=29) dos inquiridos. A dor, os problemas gastrointestinais, a gripe ou constipação e a tosse foram as situações mais referidas que levaram a que o doente geriátrico se automedicasse. Quanto à classe dos fármacos, os mais utilizados foram os analgésicos, os laxantes, produtos tópicos para dores articulares e musculares, preparações para a tosse e constipação, e anti-inflamatórios e anti-reumatismais. Maioritariamente, os idosos tomavam paracetamol e suas associações, ibuprofeno, diclofenac e bisacodilo, tendo sido o farmacêutico a fonte de recomendação mais utilizada para esta prática. Conclusões: neste estudo, verificou-se que mais de metade dos idosos se automedicavam. Uma vez que também foram observados diversos aspectos que reduzem a segurança no uso do medicamento pelo doente geriátrico, é necessária a realização de um estudo alargado que avalie o pefil da população idosa portuguesa quanto à automedicação. É, ainda, fundamental que, além da contribuição no âmbito da prestação de informação, seguimento e aconselhamento farmacoterapêutico, o farmacêutico actue noutros campos, como auxiliar na organização da farmácia caseira e na gestão dos regimes terapêuticos.application/pdfporMestrado Integrado - 2014AutomedicaçãoDoente geriátricoEnvelhecimentoFarmácia caseiraIdosoIndicação farmacêuticaMedicamentos não sujeitos a receita médicaMedicamentos potencialmente inapropriados no idosoEstudo da automedicação no doente geriátricomaster thesis