Pires, IldaCabrita, JoséPaiva, Ana MariaMachado, Jorge2017-08-022017-08-021990Separata da Revista Portuguesa de Doenças Infecciosas. 1990;13(3):159-1660870-1571http://hdl.handle.net/10451/28530As gastrenterites agudas são um dos mais importantes problemas de Saúde Pública em todo o mundo, com graves repercussões sanitárias e sócio-económicas. Nas regiões em vias de desenvolvimento apresentam taxas de mortalidade e morbilidade muito elevadas e são a principal causa de morte em crianças com idade inferior a cinco anos. Nos países desenvolvidos, embora a sua prevalência e letalidade seja menor, constituem ainda uma importante causa de internamento hospitalar em crianças daquele grupo etário e originam um absentismo considerável dos adultos. Até há cerca de 20 anos, a etiologia da diarreia aguda ficava, muitas vezes, por esclarecer. Somente em IS a 20% dos casos esporádicos de gastrenterite era possível identificar o agente etiológico, em geral Salmonella, Shigella ou E.coli enteropatogénico. O reconhecimento recente de "novos" agentes enteropatogénicos fez inverter esta situação, permitindo actualmente diagnosticar a etiologia de 70 a 80% dos casos de gastrenterite. Entre estes agentes destacam-se Campylobacter jejuni, Campylobacter coli e Yersinia enterocolitica, cuja prevalência importa avaliar comparativamente a Salinonetia e Shigelta. O objectivo deste trabalho consistiu em analisar a importância relativa de Campylobacter, Salmonelta, Shigella e Yersinia como agentes etiológicos de gastrenterite aguda na região de Lisboa e ainda pôr em evidência algumas das suas características epidemiológicas, nomeadamente a variação sazonal e distribuição etária. Procedemos igualmente à caracterização bioquímica e antigénica das estirpes isoladas a fim de conhecer a prevalência dos respectivos biotipos e serotipos.porCaracterísticas epidemiológicas da gastrenterite de etiologia bacteriana na região de Lisboajournal article