Bértolo, José2021-01-272021-01-272021http://hdl.handle.net/10451/45953Este artigo propõe uma reflexão sobre A Dança dos Paroxismos (1929), de Jorge Brum do Canto (1910-1994), motivada por diversas pistas de interpretação lançadas nos intertítulos iniciais, designadamente a apresentação da obra como um “ensaio visual” e como um “filme português”, e a dedicatória ao cineasta Marcel L’Herbier. Perspetivando o filme em função de alguns pressupostos do cinema da Primeira Vanguarda Francesa, na qual se inscreve L’Herbier, identifica-se e caracteriza-se um programa estético que, no filme de Brum do Canto, se materializa numa questão que, sendo primariamente diegética, transporta também implicações teóricas determinantes: todo o filme corresponde à alucinação de um moribundo. Através de uma análise aproximada de A Dança dos Paroxismos, investiga-se, por fim, de que modo este filme — um dos primeiros casos de “cinema onírico” — pode constituir um complexo “ensaio visual” sobre o cinema da Primeira Vanguarda Francesa.porCinema - PortugalEnsaio visualCanto, Jorge Brum do, 1910-1994Primeira vanguarda francesaCinema experimentalCinema de vanguardaCinema mudoTeoria de CinemaUm Cinema da Mente: A Dança dos Paroxismos (1929) e a Primeira Vanguarda Francesajournal articlehttps://doi.org/10.14591/aniki.v8n1.732