Rodrigues, Cecília Maria PereiraFerreira, Pedro Miguel Veríssimo2023-06-062023-06-062022-09-232022-09-01http://hdl.handle.net/10451/57969Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2022, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.A doença de fígado gordo não alcoólico define-se pela acumulação elevada de gordura nos hepatócitos, na condição de não se verificar um consumo abundante de álcool. A doença engloba duas fases principais, a esteatose simples, geralmente assintomática, e a esteatohepatite; todavia, pode evoluir para fibrose, cirrose e carcinoma hepatocelular. A prevalência da síndrome metabólica, o principal fator de risco da patologia, tem vindo a aumentar consideravelmente, o que justifica, em parte, o facto de esta doença afetar, presentemente, um quarto da população mundial. Outras causas preponderantes incluem, por exemplo, a genética e a prática de dietas hipercalóricas. A doença surge quer em adultos, quer em jovens e, apesar de maioritariamente estar associada à obesidade, pode ainda afetar indivíduos com peso saudável. É possível diagnosticar a patologia recorrendo a métodos não invasivos; contudo, a biópsia hepática é essencial para distinguir a esteato-hepatite da esteatose simples. Numa primeira abordagem, o foco da terapêutica deve basear-se na prática de uma alimentação equilibrada e saudável, acompanhada de exercício físico continuado, visando a redução do peso corporal. Apesar disso, estas medidas revelam-se frequentemente insuficientes, pelo que é necessário recorrer a tratamento farmacológico. Neste contexto, os fármacos habitualmente utilizados visam diversos alvos terapêuticos envolvidos na patogénese da doença, a saber: modificadores do metabolismo, anti-inflamatórios e antioxidantes, antifibróticos e fármacos que atuam a nível intestinal. Não obstante, até à data, nenhum agente foi aprovado para esta indicação terapêutica. Na tentativa de colmatar este obstáculo, ao nível do tratamento, encontram-se a decorrer vários ensaios clínicos. Em 2020, foi proposta uma nova designação – Metabolic dysfunction-associated fatty liver disease – que melhor reflete o envolvimento dos distúrbios metabólicos no desenvolvimento da doença e afasta o estigma associado ao álcool.Non-alcoholic fatty liver disease is defined by the increased accumulation of fat in the hepatocytes, provided that an excessive alcohol consumption is not present. The disease encompasses two main stages, simple steatosis, usually asymptomatic, and steatohepatitis; however, it can progress to fibrosis, cirrhosis, and hepatocellular carcinoma. The prevalence of metabolic syndrome, the main risk factor for the disease, has been increasing considerably, which is partly why the disease now affects a quarter of the world population. Other preponderant causes include, for example, genetics and consumption of high-calorie diets. The disease appears both in adults and young people, and although mostly associated with obesity, it can also affect individuals with a healthy weight. It is possible to diagnose the condition using non-invasive methods; however, liver biopsy is essential to distinguish steatohepatitis from simple steatosis. In an initial approach, the focus of therapy should be based on the practice of a balanced and healthy diet, accompanied by continued physical exercise, aiming to reduce body weight. Nevertheless, these measures often prove to be insufficient, thus being necessary to resort to pharmacological treatment. In this context, the drugs commonly used are aimed at different therapeutic targets involved in the pathogenesis of the disease, namely: metabolism modifiers, anti-inflammatory and antioxidant drugs, anti fibrotic agents and drugs that act at the intestinal level. However, to date no agent has been approved for this therapeutic indication. In an attempt to overcome this obstacle at the treatment level, several clinical trials are underway. In 2020, a novel nomenclature – Metabolic dysfunction-associated fatty liver disease – was proposed, better reflecting the involvement of metabolic factors in the development of the disease and removing the stigma associated with alcohol.porDoença de fígado gordo não alcoólicoEsteato-hepatite não alcoólicaDiagnóstico e tratamentoMestrado integrado - 2022Abordagem terapêutica no fígado gordo não alcoólicomaster thesis203152344