Ribeiro, Maria Henriques LourençoGirotti, StefanoBolelli, LucaFerri, ElidaVarelas, Inês Vieira Neves de Oliveira2018-12-182018-12-182017-12-072017http://hdl.handle.net/10451/36032Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2017Benzenesulfonamides, benzothiazoles and benzotriazoles are high-volume production chemicals that are already considered to be ubiquitous water contaminants. These emerging pollutants are commonly analysed by chemical methods however, biosensors have the advantages of being highly sensitive, simple, fast, cheap and can be used for on-site analysis. We used three different microalgae as biosensors and evaluated their sensitivity to the BSA, BT and BTR and some of their derivatives by performing algal growth inhibition assays in order to use them in the future for detection and monitoring water environments. The results showed the Ph microalga isn’t sensitive to the benzenesulfonamides in study. The effects of the BSA on the growth of the K microalga, the BT on both D and K microalgae and HOBT on Ph microalga were inconclusive. The D microalga was considered the best choice as biosensor to analyses involving both BSA and pTSA with sensitivities of 25ppm and 1ppm, respectively. The Ph microalga would be the best choice as a biosensor to analyse the presence of both BT and MeSBT in the water, due to its sensitivities of 10ppm and 25ppm respectively, and the K microalga for the HOBT with a sensitivity of 10ppm. The Ph microalga was the most sensitive to both BTR and 5TTR with sensitivities of 25ppm and 5ppm respectively. With the EC50 values estimated in this study, the BSA was considered harmful to the D microalga as well as the pTSA for the D and K microalgae. The BT was also classified as harmful for the Ph, the pollutants MeSBT and 5TTR as non-toxic for the D microalga and as harmful for the K and Ph and the HOBT also as harmful for both D and K microalgae. The BTR was considered harmful for all three microalgae.Milhares de novos poluentes e seus metabolitos encontram-se omnipresentes em todos os compartimentos aquáticos à escala mundial sem que se conheça bem o seu comportamento e toxicidade, nomeadamente riscos para o ambiente e saúde pública. Benzenosulfonamidas, benzotiazóis e benzotriazóis são compostos com um grande volume de produção que devido às suas várias aplicações a nível industrial e utilização em vários produtos de uso habitual, combinado com a sua elevada solubilidade em água e resistência à biodegradação são já considerados como novos poluentes aquáticos a nível global. Estes contaminantes foram encontrados em vários compartimentos aquáticos em concentrações desde alguns ng/L até centenas de µg/L. É por isso imprescindível encontrar-se o melhor método de detecção destes poluentes, nomeadamente ao nível de rapidez de análise e custo-efectividade. Estes poluentes são habitualmente analisados por métodos químicos que apesar da sua elevada sensibilidade apresentam várias desvantagens nomeadamente o seu custo e tempo. A utilização de biosensores para monitorização ambiental é ideal pelo facto de serem métodos rápidos, custo-efectivos, simples e podem ser utilizados “on-site” para detecção e análise em tempo real dos contaminantes no local. Neste estudo foram utilizadas microalgas como biosensores por terem tempos de resposta rápidos, reprodutibilidade, requererem pouco ou nenhum tratamento das amostras em análise (pelo que podem ser utilizados directamente no local para detecção dos contaminantes), apresentarem elevada sensibilidade e serem bons marcadores biológicos. Assim, o objectivo deste trabalho foi avaliar a sensibilidade de três microalgas diferentes a sete novos poluentes (BSA, pTSA, BT, MeSBT, HOBT, BTR e 5TTR) por testes de inibição de crescimento (que foram executados utilizando espectrofotometria e observação macroscópica) com o objectivo de utilizar estas microalgas no futuro como biosensores para detecção e monitorização destes sete contaminantes em diferentes compartimentos aquáticos. Os resultados neste estudo mostraram que o crescimento da microalga Ph não é afectado pela presença das benzenosulfonamidas em estudo no meio. Os efeitos do BSA no crescimento da microalga K, do BT no das microalgas D e K e do HOBT no da microalga Ph foram inconclusivos, principalmente pela falta de concordância dos dois testes realizados para cada par microalga-poluente, pelo que os seus efeitos devem ser estudados em futuros estudos. A microalga D foi considerada a melhor escolha como futuro biossensor para a execução de futuros controlos de qualidade das águas nos quais o BSA se suspeita estar presente em concentrações iguais ou superiores a 25ppm. Os resultados para o pTSA mostraram que neste caso a melhor escolha como biossensor seria igualmente a microalga D que apresentou uma sensibilidade de 1ppm para este poluente. A microalga Ph foi considerada a melhor escolha como biossensor para ensaios de monitorização e detecção dos poluentes BT, MeSBT, BTR e 5TTR na água, para os quais o crescimento da microalga foi afectado a partir de concentrações de 10ppm, 25ppm, 25ppm e 5ppm respectivamente. A microalga K apresentou a maior sensibilidade para o HOBT (de 10ppm) pelo que esta seria a melhor escolha como futuro biossensor para este contaminante. De acordo com a classificação da Comissão das Comunidades Europeias, utilizando os valores de EC50 estimados neste estudo, o BSA foi considerado prejudicial para a microalga D tal como o pTSA para as microalgas D e K. O BT foi também classificado como prejudicial para a Ph, o poluente MeSBT como não tóxico para a microalga D e como prejudicial para as microalgas K e Ph e o HOBT também como prejudicial para ambas microalgas D e K. O BTR foi considerado prejudicial para as três microalgas e o poluente 5TTR como prejudicial para ambas K e Ph microalgas e como não tóxico para a D.engMicroalgaeBiosensorsBenzenesulfonamidesBenzothiazolesBenzotriazolesMestrado Integrado - 2017Microalgae as bioindicators for water quality analysesmaster thesis