Brito-Henriques, EduardoSoares, A.L.Azambuja, Sónia Talhé2017-05-302017-05-302017http://hdl.handle.net/10451/27869Espaços esquecidos e abandonados onde os seres biológicos impõem a sua presença com escasso controlo humano são presenças bastante comuns nas cidades contemporâneas. No entanto são vistos normalmente com criticismo. Reverter as ruínas e ocupar os espaços vacantes gerados pelo abandono e a negligência através de investimentos vultuosos de capital em operações de regeneração urbana têm sido as propostas mais frequentes de técnicos e políticos. Nesta comunicação pretendemos suscitar um olhar diferente sobre as paisagens urbanas abandonadas. Chamamos a atenção para o valor ecológico e paisagístico desses espaços, realçando o potencial que tais interstícios selvagens no tecido da cidade podem ter na construção de um futuro urbano mais sustentável. Usando a abordagem estética do paisagismo naturalista, são equacionadas hipóteses de intervenção alternativas aos modelos convencionais de regeneração urbana a partir de uma revisão de experiências internacionais. Terminamos com uma reflexão sobre as suas possíveis aplicações a terrains vagues da Lisboa oriental.porTerrain vagueTiers paysagenaturalismoselvagem urbanoecologia urbanaOs espaços abandonados na cidade: alternativas aos modelos convencionais de recuperação da paisagem urbanaComunicação apresentada ao I Colóquio Ibérico de Paisagem, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 16-17 marçobook part