Mendes, Carlos Brito, 1942-2000Costa, Madalena da Conceição Bolinhas Espinho2019-11-192019-11-191997http://hdl.handle.net/10451/40169Tese de mestrado em Psicologia (Psicologia Cognitiva), Universidade de Lisboa, 1997A escolha do tema desta investigação prende-se com aspectos relacionados com o percurso pessoal, profissional e ainda com dados culturais. O Interesse pela actividade das crianças, a forma como aprendem e como fazem extrapolações dos seus conhecimentos, por um lado, e o gosto pela matemática, pelos números e pelas contas motivaram muito a escolha deste tema para a dissertação. Em termos profissionais o trabalho no Serviço de Psicologia e Orientação de uma escola com uma população com idades compreendidas entre os 3 e os 16 anos permite observar e analisar problemas de índole cognitiva motivacional e pedagógica que condicionam o sucesso de alguns alunos. É frequente em meios escolares ouvir crianças falar da matemática com entusiasmo e outras com desdém, como uma obrigação. É vulgar ouvir alunos falar da disciplina de matemática como de algo desagradável, fonte de descontentamento, ou seja, de classificações baixas, de negativas. Podemos constatar este facto se observarmos as pautas de final de período ou de ano lectivo de qualquer ciclo de ensino. O insucesso em matemática é assunto que interessa e preocupa todos: alunos, professores, pais, psicólogos, governantes, etc. • Os alunos sentem-se incomodados com os fracos resultados nessa disciplina, com o facto de não perceberem como se chega àquele resultado ou com enorme variedade de fórmulas específicas para resolver exercícios. • Os professores que desde muito cedo podem observar as fracas expectativas dos seus alunos e talvez também as suas em relação ao sucesso, sentem-se incomodados, alguns preocupados, porque resultados baixos podem pôr em causa a pedagogia, a avaliação e fazem certamente correr muita tinta em relatórios para justificar o número de níveis inferiores a três e propor medidas remediativas. • Os pais embora não acompanhem muito os seus filhos na escola, têm sempre uma palavra a dizer principalmente quando as coisas não correm bem e é necessário encontrar justificação para o insucesso. • Os governantes, principalmente do Ministério da Educação, mas não só, que deveriam fazer uma análise crítica dos resultados escolares dos alunos, das pedagogias utilizadas, dos recursos das escolas e equacionar os dados de forma a reajustar a situação, tendo em vista não só a formação que pretendem proporcionar mas também a forma de a pôr em prática de acordo com as exigências que se colocam ao homem nesta passagem de século. • Para os psicólogos que pretendem compreender e explicar os resultados obtidos e são chamados a intervir no processo de ensino aprendizagem, parece ser ainda um enigma a verdadeira razão para tão altas taxas de insucesso em matemática, tanto em Portugal como noutros países. De teste em teste, de dossier escolar em dossier psico-escolar, em consultas ao psicólogo, em propostas de reeducação, o caminho é assinalar provas e contra provas de diagnóstico ou contra diagnóstico, convergentes ou contraditórias que tem em comum o não senso: explicar o insucesso pela sua justificação. (...)porTeses de mestrado - 1997Psicologia experimentalPsicologia cognitivaRepresentações numéricasEnsino básicoRepresentações numéricas : um estudo com crianças do 2º e 4º ano do ensino básicomaster thesis