Neves, César2018-01-152018-01-152017Neves, C. (2017). O Neolítico no concelho de Benavente: o sítio do Monte da Foz 1. In C. Gonçalves (Ed.), Revista de Cultura Terras d’Água, Benavente (Vol. 3, pp. 7-34). Benavente: Município de Benavente, Museu Municipal de Benavente.978-989-8495-06-8http://hdl.handle.net/10451/30594Em 2005, durante a realização de um Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução (RECAPE), para o projecto de construção do Sublanço A1/ Benavente da A10 – Auto-estrada Bucelas /Carregado (A1) – A13 (IC3), uma equipa da empresa ERA – Arqueologia identifica, no traçado da futura Auto-Estrada, o sítio arqueológico Monte da Foz 1 enquadrando-o, genericamente, na Pré-História recente, com a atribuição cronológica de Neolítico / Calcolítico (Coelho, 2005). Em Março desse ano, a Brisa S.A. contrata a empresa Crivarque, Lda. para a execução das medidas de minimização propostas no RECAPE, a efectuar nas áreas identificadas como Monte da Foz 1. Estas medidas contemplavam a realização de sondagens arqueológicas manuais na área onde se projectava a construção da Plena Via e do Estaleiro Central. Iniciava-se, assim, a intervenção arqueológica de emergência dirigida pelo signatário e por Ana Rodrigues, terminando já no ano de 2006. A intervenção arqueológica, na sua globalidade, bem como o seu planeamento e metodologias preconizadas, estiveram sempre condicionadas pelos calendários e imperativos de obra. Conscientes que a informação obtida durante as distintas fases da obra e da intervenção arqueológica não era suficiente para a caracterização do sítio, foi apresentado, em 2005, um Projecto de Investigação, inserido no Plano Nacional de Trabalhos Arqueológicos (PNTA), onde se integravam, para além deste sítio, os novos dados provenientes de outras intervenções de emergência e/ou preventivas realizadas em áreas geográficas adjacentes. Ao englobar o Monte da Foz 1 num projecto de investigação, abria-se a possibilidade de se estudar, na íntegra, os resultados obtidos no terreno tendo, por outro lado, disponíveis melhores meios e possíveis leituras de carácter interdisciplinar, imprescindíveis para a sua melhor compreensão e caracterização. O projecto intitulado Neolítico antigo e médio na margem esquerda do Baixo Tejo (NAM), co-dirigido com Ana Rodrigues e Mariana Diniz, tinha como linhas gerais a caracterização, cronológica e cultural, do Neolítico antigo e médio na margem esquerda do Baixo Tejo, nas áreas administrativas dos concelhos de Benavente e Salvaterra de Magos, estando o sítio do Monte da Foz 1 enquadrado nesse horizonte crono-cultural. Estas fases culturais estão, em contraste com o Baixo Tejo, melhor documentados nas áreas da Estremadura, Alentejo interior e Algarve ocidental. O investimento na investigação nestas regiões que ocorre, embora de forma desigual, desde as duas últimas décadas do séc. XX, tem sido decisivo para o conhecimento das sociedades humanas que habitaram o actual espaço português entre o 6º e 4º milénio AC. O presente texto é uma síntese de uma dissertação de Mestrado defendida na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que teve como objectivo principal o estudo integral dos dados arqueológicos registados no Monte da Foz 1, assim como a sua integração crono-cultural na dinâmica do Processo de Neolitização no extremo Ocidente Peninsular (Neves, 2010).porO Neolítico no concelho de Benavente: o sítio do Monte da Foz 1journal article