Oliveira, Francisco Roque De2023-07-122023-07-122016Oliveira, F. R. de (2016). Pinturas a duas mãos: cartografias híbridas dos litorais chineses (sécs. XVI-XIX). In M. Nieto Olarte, & S. Díaz Ángel. Dibujar y pintar el mundo: Arte, cartografía y política (pp. 189-197). Universidad de los Andes; Razón Cartográfica: Red de historias de las geografías y cartografías de Colombia. ISBN 978-958-774-295-4978-958-774-295-4http://hdl.handle.net/10451/58582É comummente reconhecido que a cartografia portuguesa desempenhou um papel pioneiro na representação da Ásia no início da Idade Moderna. Esta asserção é particularmente válida para os mapas dos espaços marítimos asiáticos, confirmando a circunstância de Portugal ter desempenhado, em simultâneo, um papel pioneiro na exploração sistemática desta parte do mundo e contribuído de forma decisiva para a percepção global da sua complexa geografia. No entanto, uma evidência não menos significativa resulta do facto de alguns dos mapas mais relevantes de matriz portuguesa exibirem uma síntese de modelos europeus e asiáticos de representação. A cartografia dos litorais da China constitui um caso paradigmático desta situação uma vez que podemos identificar uma série contínua de exemplares, do início do séc. XVI ao início do séc. XIX, cobrindo escalas de representação muito diversas – planos urbanos, cartas provinciais e até extensos perfis costeiros. Ilustraremos esta prática visual de claro perfil intercultural apresentando uma amostra de mapas presumivelmente desenhados em Malaca, em Macau e noutras partes da China. Esta apresentação será acompanhada pela referência genérica aos contextos políticos que estiveram na génese destes mapas.It is commonly recognized that Portuguese cartography played a pioneering role in the representation of Asia in the early modern period. This assertion is particularly valid for maps of Asian maritime spaces, confirming the fact that Portugal played, at the same time, a pioneering role in the systematic exploration of this part of the world and contributed decisively to the global perception of its complex geography. However, no less significant evidence results from the fact that some of the most relevant maps of Portuguese origin display a synthesis of European and Asian models of representation. The cartography of the coasts of China constitutes a paradigmatic case of this situation, since we can identify a continuous series of examples, from the beginning of the 16th century to the beginning of the 19th century, covering very diverse scales of representation – urban plans, provincial maps and even extensive coastal profiles. We will illustrate this visual practice with a clear cross-cultural profile by presenting a sample of maps presumably drawn in Malacca, Macao and other parts of China. This presentation will be accompanied by a generic reference to the political contexts that were at the origin of these maps.porMapasChinaPortugalCartografia híbridaIdade ModernaPinturas a duas mãos: cartografias híbridas dos litorais chineses (sécs. XVI-XIX)Two-Hand Paintings: Hybrid Mapping of Chinese Coastlines (16th-19th Centuries)book part