Videira, MafaldaSilva, Catarina Constantino2019-01-302019-01-3020142013http://hdl.handle.net/10451/36756Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014A interacção ser humano-investigação sofreu uma evolução dramática nas últimas cinco décadas. Os princípios que conduziram à investigação humana, tal como a conhecemos, tiveram origem no Código de Nuremberga e, posteriormente, foram completados com os enunciados estabelecidos na Declaração de Helsínquia e no Relatório de Belmont. Contudo, a aplicação desses mesmos princípios, nomeadamente o princípio da autonomia, tem-se revelado uma questão complexa. A principal dificuldade reside na concretização da autonomia do ser humano, sobre a qual recai a tónica de que, a par de uma só liberdade, existem vários tipos de autonomia. Acima de tudo, e porque a definição de ética médica assim o exige, procuram-se estabelecer linhas orientadoras que permitam alcançar um nível de coerência que seja patente em situações semelhantes. A par do consentimento informado surgem interrogações quanto à utilização de medicamentos off-label, quanto à legitimidade do placebo em ensaios clínicos, e reacende-se o debate sobre a competência no ser humano com demência. A autonomia é, em todos os casos, o ponto fulcral. Difícil de avaliar, torna-se ainda mais dúbia quando as faculdades humanas estão, de alguma forma, comprometidas ou em evolução.The interaction between human being and research experienced a dramatical revolution during the last five decades. The principles which lead to the human research were introduced by the Nuremberg Code. After that, the Declaration of Helsinki and the Belmont Report presented new principles that helped to make clear the real purpose of the human research. However, the application of these principles, with emphasis placed on the principle of autonomy, has become a difficult question. The main difficulty is the autonomy effectiveness of human being, and the importance of underline that for a single kind of freedom exist many types of autonomy. Above all, and because the medical ethics require that, it is essential to set standards to reach out a certain level of coherency. Side by side to informed consent remain questions about the off-label use, the placebo legitimacy in clinical trials, and the debate about the competency of a human being with dementia took a new place. The autonomy is, in all cases, the major point. It’s difficult to make an evaluation, and it’s even more difficult to do that when the human faculties are compromised or in progress.porAutonomiaConsentimento informadoEnsaios clínicosÉticaExperimentação humanaFarmacovigilânciaMestrado Integrado - 2014Autonomia como fundamento na investigação humanamaster thesis