Freitas da Costa, Diogo2025-07-182025-07-182019-12In: Convocarte, nº9 (dez. 2019) Estudos de Historiografia e Crítica de Arte , p. 271-3092183–6973http://hdl.handle.net/10400.5/102235A entrada na década de 1950 em Portugal foi marcada, política e socialmente, por uma inflexão autoritária e isolacionista do Estado Novo, defraudando expectativas de abertura em que se haviam empenhado sectores cada vez mais amplos do meio artístico e intelectual após o fim da II Guerra Mundial. A vida cultural mergulha no que já foi descrito como uma “década de silêncio”, interpretada neste ensaio como tradução de um movimento de distanciamento entre as esferas política e cultural que se repercute tanto na prática artística como nos discursos estético e crítico. É neste contexto que o pintor Júlio Resende (1917- 2011) concebeu, organizou e participou num evento a que chamou “Missões Internacionais de Arte” – MIA (1953-1958). A ideia, “simples e original”, nas palavras de Resende, consistia em “juntar artistas de diversificadas origens e deixá-los falar entre si.” O presente ensaio procura oferecer uma visão de conjunto, há muito devida, sobre uma iniciativa relevante, não apenas enquanto peça significativa na vida cultural portuguesa na década de 1950, mas também enquanto precedente único para o estudo do fenómeno contemporâneo das residências artísticas em Portugal.porMissões internacionais de arteJúlio ResendeResidência artísticaArte portuguesa nos anos 50Transpor distâncias e quebrar silêncios: as missões internacionais de arte, uma residência artística em Portugal na década de 1950journal article2183–6981