Espírito Santo, Arnaldo, 1942-2018-05-182018-05-182004Arnaldo do Espírito Santo, "Toto notus in orbe Martialis: a recepção de Marcial na Idade Média e no Renascimento, in Cristina de Sousa Pimentel - Delfim F. Leão - José Luís L. Brandão, Toto notus in orbe Martialis: celebração de Marcial 1900 anos após a sua morte. Coimbra - Lisboa, Instituto de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, Universidade de Coimbra - Departamento de Estudos Clássicos, Centro de Estudos Clássicos, Universidade de Lisboa, 2004, pp. 209-224.972-9057-20-6978-989-26-0901-0http://hdl.handle.net/10451/33512As leituras de Marcial feitas pelos autores cristãos da antiguidade tardia e da Idade Média foram muito mais extensas do que se pensa. Muitas dessas leituras são a prova irrefutável de que a obra de Marcial fazia parte dos programas que formaram os homens de várias gerações. Antologias expurgadas circularam livremente, acessíveis mesmo aos jovens que se preparavam para a vida clerical. Isso explica por que razão autores como Isidoro de Sevilha, na Espanha visigótica, ou Álvaro de Córdova, durante a ocupação muçulmana, se servem frequentemente de exemplos colhidos em Marcial. No séc. XII, os leitores de Marcial tiveram acesso a edições integrais da sua obra. Por vezes, alguns aspectos do espírito pagão dos Epigramas insinuaram-se nos sermonários. Deste modo, Marcial era inadvertidamente difundido pelos pregadores entre um público muito mais vasto do que aquele que o conhecia pela leitura.porToto notus in orbe Martialis: a recepção de Marcial na Idade Médiabook part