Silva, Maria Manuela Correia Vieira daVieira, Madalena Nascimento2025-07-232025-07-232024http://hdl.handle.net/10400.5/102360Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2024Os migrantes, sobretudo os refugiados, são populações vulneráveis que, pelas situações extremas a que são sujeitos, pelas adversidades que vivem, tais como a violência, a tortura, a exposição à guerra, uma migração forçada, incerteza sobre o futuro, adaptação cultural e linguística ao país de acolhimento, estigma e dificuldades socioeconómicas, estão em risco muito acrescido de desenvolver Patologia Mental. O número de pessoas deslocadas à força tem vindo a aumentar, especialmente nos últimos anos, e, no final de 2022, existiam pelo menos 108 milhões de pessoas nesta situação. Este trabalho consiste numa revisão narrativa e o seu objetivo foi compilar de forma objetiva a prevalência de patologia mental nos refugiados, com ênfase na Perturbação de Stress Pós-Traumático (PTSD), na perturbação depressiva e nas perturbações de ansiedade. Para tal, foram selecionados 16 artigos da pesquisa realizada em plataformas biomédicas e organizacionais. Os dados analisados refletem prevalências de PTSD e depressão elevadas, superiores à da população geral, e uma prevalência de ansiedade variável, que se pode assemelhar à da população geral ou ultrapassá-la. Pode concluir-se que, mesmo tendo em conta as limitações desta revisão (escassez de estudos longitudinais, generalização dos resultados limitada, instrumentos, escalas de diagnóstico e métodos de seleção de amostras variáveis), a prevalência de patologia psiquiátrica nos refugiados é significativamente elevada.Migrants, especially refugees, are vulnerable populations who, due to the extreme situations to which they are subjected, the adversities they experience, such as violence, torture, exposure to war, forced migration, uncertainty about the future, cultural and linguistic adaptation to the host country, stigma and socioeconomic difficulties, are at a much increased risk of developing mental pathology. The number of forcibly displaced people has been increasing, especially in recent years, and at the end of 2022, there were at least 108 million people in this situation. This work consists of a narrative review and its objective was to objectively compile the prevalence of mental pathology in refugees, with an emphasis on Post Traumatic Stress Disorder (PTSD), depression and anxiety disorders. To this end, 16 articles were selected from the research that was carried out on biomedical and organizational platforms. The data analyzed reflect a high prevalence of PTSD and depression, higher than that of the general population, and a variable prevalence of anxiety, that may be similar to or higher than that of the general population. It can be concluded that, even taking into account the limitations of this review (scarcity of longitudinal studies, limited generalization of results, variable instruments, diagnostic scales and sample selection methods), the prevalence of psychiatric pathology in refugees is significantly high.porRefugiadosPatologia mentalPopulação vulnerávelPrevalênciaPsiquiatriaPsicopatologia em grupos vulneráveis : o caso particular dos refugiadosmaster thesis203791789