Chen, AndréRebelo, Rita Maria Vilhena Caçote de Faria2016-12-282016-12-2820132013http://hdl.handle.net/10451/25450Tese de mestrado, Medicina Dentária, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Dentária, 2013Introdução: Tradicionalmente os implantes endósseos são colocados após a elevação de um retalho mucoperiósteo que permite visualizar o campo cirúrgico. Contudo, de forma a simplificar a instalação dos implantes e a melhorar a estética e conforto, outras técnicas cirúrgicas têm sido desenvolvidas. Assim surge a colocação de implantes sem retalho, que consiste numa cirurgia minimamente invasiva, onde são usados instrumentos rotatórios ou um bisturi circular para perfurar os tecidos gengivais e aceder ao osso. Objetivos: Comparar as técnicas cirúrgicas com retalho crestal, retalho circular ou sem retalho quanto à taxa de sobrevivência dos implantes, perda óssea marginal e outros possíveis resultados. Materiais e Métodos: Foi efetuada uma pesquisa de evidência científica com recurso às bases de dados Cochrane, EMBASE e Pubmed. Foram incluídos 22 artigos e a análise do viés destes artigos foi feita utilizando os programas QUADAS-2 e CONSORT 2010 checklist. Resultados: De acordo com a revisão narrativa realizada, as taxas de sucesso implantar são no geral bastante altas independentemente da técnica cirúrgica usada. A perda óssea marginal apresentou valores variáveis consoante os estudos. A dor pós-operatória é menor nas cirurgias sem retalho, tendo assim um maior conforto associado. Conclusão: Não foi possível chegar a uma conclusão concreta sobre qual a técnica cirúrgica com melhores resultados em termos de taxa de sobrevivência dos implantes e perda óssea marginal. As técnicas cirúrgicas sem retalho mucoperiósteo só devem ser usadas em pacientes com características anatómicas favoráveis, pelo que para a generalidade da prática clínica a colocação de implantes com abertura de um retalho crestal é ainda a técnica mais simples. São necessários estudos com maior número de doentes, follow-ups mais longos e que sigam parâmetros ou critérios rigorosos, para que o seu risco de viés seja reduzido e, assim, possam ser extraídos resultados conclusivos.Introduction: Traditionally endosseous implants are placed after the reflection of a mucoperiosteal flap that allows better visualization of the surgical field. However, in order to simplify this technique and to improve the aesthetics and comfort, other surgical techniques have been developed. Flapless implant surgery is a minimally invasive procedure, in which a rotary instrument or a tissue punch are used to remove the soft tissues and access the underlying bone. Objective: To compare flapless and flapped surgical techniques in manners of implant survival rates, marginal bone loss and other possible outcomes. Materials and Methods: An evidence based research was made in the following databases: Cochrane, EMBASE e Pubmed. A total of 22 articles were included and this articles’ risk of bias were accessed using QUADAS-2 e CONSORT 2010 checklist. Results: In accordance with several studies, the implant success rates are generally high, independently of the used surgical technique. Marginal bone loss showed variable results. Post-operative pain is smaller in flapless surgeries and consequently has more comfort associated. Conclusion: It was not possible to come to a concrete conclusion on which is the best surgical technique based on implant survival rates and marginal bone loss. Flapless implant surgery should only be used on patients with adequate anatomical characteristics, so in general dental practice the elevation of a mucoperiosteal flap is still the simplest way to place endosseous implants. There’s a need for more studies with more patients and longer follow-ups and also studies that follow rigorous criteria, so that their risk of bias is small and therefore conclusive results may be obtained.porImplantes dentáriosTeses de mestrado - 2013Colocação de implantes endósseos com ou sem abertura de retalho - comparação de técnicasmaster thesis201274396