Sepulveda, NunoMalato, JoãoWinck, João CarlosCarneiro, António VazHoffman, Joan SerraBranco, Jaime2025-07-302025-07-302024Acta Med Port. 2024 Dec 2;37(12):819-8220870-399Xhttp://hdl.handle.net/10400.5/102541Copyright © Ordem dos Médicos 2024Faz mais de quatro anos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o início da pandemia de COVID-19. Agora, a doença já não é considerada uma prioridade de saúde pública em Portugal. Contudo, este período de maior acalmia tem revelado um outro problema já reconhecido pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pela comunidade médica portuguesa: alguns indivíduos continuam a manifestar vários sintomas após a aparente resolução da infeção pelo novo coronavírus. Alguns desses indivíduos parecem entrar numa fase crónica dos seus sintomas. Quando a duração dos sintomas atinge a barreira dos três meses, esses indivíduos recebem um diagnóstico de ‘COVID longa’ ou de ‘condição pós-COVID-19’. O quadro clínico desses pacientes é bastante variável, podendo prevalecer um cansaço persistente e profundo sem razão aparente e um mal-estar após atividades físicas, mentais e emocionais. Em particular, esse mal-estar pós-esforço (post-exertional malaise ou PEM) só desaparece ao fim de mais de 24 horas, o que sugere um processo lento de recuperação por parte do organismo. Os doentes de COVID longa podem também relatar a presença de cefaleias, problemas de concentração, perdas de memória, dispneia, entre outros sintomas.porCOVID-19ComplicationsChronicFatigue syndromePost-acute COVID-19 syndromeSíndromes de fadiga pós-infeção na era da COVID longa: o caso da encefalomielite miálgica/síndrome de fadiga crónicaPost-infection fatigue syndromes in the era of Long COVID: the case of myalgic encephalomyelitis/chronic fatigue syndromejournal article10.20344/amp.218451646-0758