Oliveira, SérgioGarcia, Ricardo A CZêzere, JoséMelo, Raquel2020-02-062021-07-012019Oliveira, S.C., Garcia, R.A.C., Zêzere, J.L., Melo, R. (2019). A importância da atualização dos inventários de movimentos de vertente na avaliação da suscetibilidade / The impact of updating the landslides inventories in the susceptibility assessment. Geomorfologia 2019. Que futuro para a Geomorfologia? Publicações da Associação Portuguesa de Geomorfólogos, Vol. XI, pp. 91-92.978-989-96462-8-5http://hdl.handle.net/10451/41681Há pelo menos três décadas que os movimentos de vertente têm sido alvo de inúmeros estudos na região a Norte de Lisboa, dos quais têm resultado inventários sistematicamente atualizados (e.g. Ferreira et al., 1987; Zêzere, 1997; Garcia, 2012; Oliveira, 2012). Estes inventários são frequentemente desenvolvidos com base em fotointerpretação, na interpretação de elementos morfológicos a partir da topografia digital e em trabalho de campo. Os inventários de movimentos de vertente, que geralmente integram a tipologia do movimento, a sua configuração espacial e a data de ocorrência, sempre que a mesma seja conhecida, são depois utilizados como informação de base para a elaboração de estudos sobre suscetibilidade, perigosidade e risco. Um pressuposto aceite na comunidade científica é o de que futuros movimentos de vertente têm maior probabilidade de ocorrer sob condições idênticas às que originaram instabilidade no passado. Por outras palavras, é assumido que os movimentos não acontecem aleatoriamente, uma vez que resultam da interação entre processos físicos e leis mecânicas que determinam a estabilidade ou instabilidade. Neste contexto, é razoável questionar até quando deverá ser feita a atualização dos inventários, para uma mesma área de estudo. Assim, o presente trabalho pretende responder a duas questões: 1) a constante atualização dos inventários de movimentos de vertente proporciona uma considerável melhoria nos modelos subsequentes ou existe um limite a partir do qual essa melhoria se torna apenas residual? 2) a extensão da área em estudo desempenha um papel relevante na decisão de atualizar ou não os inventários? O trabalho é desenvolvido em três áreas de estudo distintas, com movimentos de vertente inventariados em vertentes naturais até 2010: a bacia da ribeira de Alenquer (130 km2; 480 movimentos); a bacia do rio Grande da Pipa (111 km2; 1029 movimentos); e as bacias do rio Silveira e da ribeira de Santo António (43 km2; 196 movimentos). A metodologia passa pela inventariação de novos movimentos de vertente, ocorridos entre 2010 e 2018, e a produção de novos mapas de suscetibilidade, por tipologia de movimento, de forma a responder às duas questões anteriormente colocadas.porMovimentos de vertenteAvaliação da suscetibilidadeInventários históricosAtualização de inventáriosA importância da atualização dos inventários de movimentos de vertente na avaliação da suscetibilidadeThe impact of updating the landslides inventories in the susceptibility assessmentconference object