Fradique, Fernando Carlos Sepúlveda Afonso, 1957-Mendonça, Tiago Miguel Moiteiro, 1979-2018-05-112018-05-112007http://hdl.handle.net/10451/33327Tese de mestrado em Psicologia (Área de especialização em Psicoterapia e Psicologia da Saúde), apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2007Objectivos: Explorar a relação entre as crenças de Auto-Eficácia e percepções de Qualidade de Vida em indivíduos com epilepsia. Métodos: Foi recolhida uma amostra de conveniência de 31 indivíduos com epilepsia a partir dos Grupos de Ajuda Mútua da Liga Portuguesa Contra a Epilepsia, a quem foram aplicados um questionário sócio-demográfico e clínico, o SF-36v2 (versão portuguesa) e a Epilepsy Self-Efficacy Scale (versão adaptada pelo autor do presente estudo). Resultados: Os resultados sugerem que os participantes da amostra possuem crenças de auto-eficácia positivas, bem como uma avaliação positiva relativamente às várias dimensões do SF-36. No entanto, comparativamente a uma amostra nacional sem doenças, a amostra deste estudo registou avaliações menos favoráveis nas oito dimensões do SF-36, com diferenças significativas nas dimensões Desempenho Físico, Funcionalidade Social e Saúde Mental. As crenças de auto-eficácia mostraram associações positivas com as dimensões Desempenho Físico, Funcionalidade Social e Saúde Mental do SF-36, tendo correlacionado negativamente com as variáveis número de crises ocorridas no último mês, número de crises ocorridas nos últimos seis meses e severidade das crises nos últimos seis meses. A dimensão Funcionalidade Social do SF- 36 mostrou uma associação negativa com o número de crises ocorridas no último mês. Não se verificaram diferenças entre grupos (e.g., género, situação laboral) relativamente aos resultados do SF-36 e da Epilepsy Self-Efficacy Scale. Conclusões: Os resultados do presente estudo enquadram-se na literatura existente, sugerindo que os indivíduos com epilepsia percepcionam a sua Qualidade de Vida de forma mais desfavorável do que indivíduos sem doenças, sendo essa diferença mais notória ao nível da capacidade de desempenho e determinadas dimensões psicossociais. Do mesmo modo, verificou-se que as pontuações nestas dimensões estão positivamente associadas com as crenças de auto-eficácia, o que sugere a pertinência de intervenções psicológicas direccionadas para o reforço das crenças de auto-eficácia, em pessoas com epilepsia.Purpose: To explore the relations between Self-Efficacy beliefs and perceptions of Quality of Life in people with epilepsy. Methods: A sample of 31 people with epilepsy was drawn from the Self-Help Groups of the Portuguese League Against Epilepsy, and data was collected by using a sociodemographic and clinical questionnaire, the SF-36v2 (Portuguese version) and the Epilepsy Self-Efficacy Scale (Portuguese version, adapted by the author for the current study). Results: The results suggest that participants in the sample have positive self-efficacy beliefs and assess themselves in a favorable way in respect to all the SF-36 domains. Nonetheless, the respondents showed lower scores on all the SF-36 scales when compared to a healthy population, with significant differences for the Role-Physical, Social Functioning and Mental Health sub-scales. The self-efficacy beliefs correlated positively with the SF-36 Role-Physical, Social Functioning and Mental Health subscales, and negatively with the clinical variables frequency of seizures in the last month, frequency of seizures in the last six months and severity of seizures in the last six months. The SF-36 Social Functioning sub-scale showed a negative association towards the clinical variable frequency of seizures in the last month. There were no differences between groups (e.g., gender, age) for the scores of the SF-36 and Epilepsy Self-Efficacy Scale. Conclusions: The results of this study are in line with the findings of other authors, suggesting that people with epilepsy assess their Quality of Life in a more negative way when compared to the general population, and that this difference is more pronounced for the role-physical and psychosocial dimensions. Moreover, the scores on these subscales are positively correlated with the self-efficacy scores, arguing for the relevance of interventions aiming the enhancement of self-efficacy beliefs of people with epilepsy.porPsicologia da saúdeTeses de mestrado - 2007EpilepsiaQualidade de vida - PortugalAuto-eficáciaAuto-eficácia e qualidade de vida em adultos com epilepsia : um estudo exploratóriomaster thesis